Justiça Eleitoral de Botucatu convida voluntários para trabalhar na vacinação em massa

A Justiça Eleitoral de Botucatu divulgou nesta terça-feira, 04, um comunicado para seus voluntários que quiserem trabalhar na vacinação em massa em Botucatu. Ainda não há uma data definida para a imunização, porém, deverá ocorreu ainda no mês de maio.

“Município de Botucatu convida você, colaborador da Justiça Eleitoral, que já demonstra a sua cidadania a cada eleição, para uma nova missão: auxiliar na vacinação coletiva contra a Covid-19″, diz a convocação divulgada.

Em conjuntos com as equipes da Unesp e da Prefeitura, os voluntários farão a triagem das pessoas que irão ser vacinadas, checando a documentação apresentada. Os interessados devem enviar nome completo e número do CPF para o WhatsApp (14) 3814-5536  ou para o e-mail [email protected]

Um detalhe importante é que, diferentemente dos trabalhos em dias de eleição, essa ação voluntária não dá direito a abono de dia de trabalho. Porém, os voluntários terão prioridade na vacinação.

Vacinação de toda população em um só dia

A Prefeitura de Botucatu pretende realizar a vacinação em massa da população do município em apenas um dia. Segundo informações já divulgadas pelo Acontece Botucatu, o plano estratégico vai seguir os mesmos moldes de um dia de eleição, quando toda a população vai às urnas para escolher candidatos. Porém, dessa vez, ao invés de usar o dedo para votar, o cidadão mostra o braço e recebe a vacina.

Funcionaria da seguinte forma:

I- Cada cidadão se desloca para sua sessão eleitoral (escolas ou locais de votação)

II- O eleitor/morador passará por uma triagem, com situação eleitoral, ou seja, portando seu título e documentos, comprovante de residência, entre outros pontos que ainda serão definidos para dar rigor ao processo.

III- Aprovado em sua sessão eleitoral, o eleitor/morador ganha da Justiça Eleitoral uma identificação de autorização e vai até o local de vacinação, que deverá ser no mesmo local, ou seja, no pátio da escola ou local de votação, onde apresentará esse ‘passaporte’.

IV- Forças de Segurança (Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal) deverão dar suporte em todos os locais de vacinação e coibir a presença de pessoas não aptas a receber o imunizante.

Um dado importante: A Justiça Eleitoral deverá bloquear as transferências de títulos a partir de agora e durante o período de pesquisa e vacinação. Só serão válidos os pedidos já feitos em um período anterior ao da divulgação da vacinação em massa.

Outro ponto importante é que se a pessoa não tiver título eleitoral em Botucatu, mas é residente aqui, haverá outras formas de comprovar seu domicílio.

A Justiça Eleitoral teria aceitado o desafio e pretende convidar os diretores de seções para trabalharem como voluntários no processo, que deve ocorrer e um domingo do mês de maio. A prefeitura de Botucatu ainda não confirmou oficialmente, mas admitiu conversas com representantes da Justiça Eleitoral de Botucatu.

O estudo

A pesquisa foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e estará apta para começar em breve. As doses da vacina AstraZeneca/Oxford serão doadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) ao estudo.

O município tem cerca de 150 mil habitantes – 106 mil são maiores de 18 anos. Pelo projeto de vacinação em massa, todos esses serão vacinados, e os casos positivos na região, sequenciados. Com isso, será possível saber a efetividade da vacina produzida pela Fiocruz contra todas as cepas que circulam na cidade.

Trata-se de um estudo clínico muito complexo. A proposta de realização dessa pesquisa envolve o laboratório AstraZeneca, Universidade de Oxford, Fiocruz, Fundação Gates, Unesp/HCFMB, Prefeitura de Botucatu e Embaixada do Reino Unido.

Além da efetividade contra as variantes, a pesquisa servirá de subsídio para comparar o quão eficiente foi a vacinação em massa em relação aos outros municípios da região. Botucatu conta com uma unidade do Hospital das Clínicas da Unesp, o que faz do município um polo de referência em relação às localidades vizinhas.

O estudo terá uma duração estimada de oito meses, que incluirá a aplicação das duas doses e o acompanhamento da população que recebeu essas vacinas.