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Prefeito Fábio Leite afirma que passageiros precisam buscar ônibus na região da Castello Branco; estudo sobre possível transferência da Rodoviária será concluído em setembro

Arquivo Acontece Botucatu

A localização atual da Rodoviária de Botucatu, na região central, faz com que linhas rodoviárias de longa distância deixem de entrar no município. A questão logística é um dos principais pontos identificados pelo estudo contratado pela Prefeitura para avaliar se o terminal deve permanecer onde está ou ser transferido para uma área próxima aos principais eixos rodoviários da cidade.

A informação foi dada pelo prefeito Fábio Leite na manhã desta quinta-feira (3), durante entrevista ao Primeiro Jornal, da Prever FM (100,9). Segundo ele, o levantamento deverá ser concluído ainda neste mês de setembro.

De acordo com Fábio Leite, a discussão sobre uma eventual mudança não está baseada apenas na estrutura ou nos problemas históricos enfrentados na região da atual Rodoviária. Um dos principais argumentos é a possibilidade de Botucatu voltar a receber linhas que atualmente passam pela região, mas não entram na cidade.

“Existem linhas de ônibus que não entram em Botucatu justamente por conta do nosso Terminal Rodoviário estar numa região central da cidade. Por exemplo, linhas do Rio de Janeiro, linhas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os nossos cidadãos têm que ir até a Castello Branco, Maristela, Rodoserv, para pegar esses ônibus. Então esse é o principal conceito do projeto”, afirmou Fábio Leite.

A localização central exige que ônibus de viagens mais longas deixem os principais corredores rodoviários, entrem no perímetro urbano e depois retornem às rodovias, aumentando o tempo de percurso. A expectativa é que um terminal próximo à Marechal Rondon ou à Castelinho possa tornar Botucatu mais atrativa para essas operações.

Duas regiões estão no estudo

Arquivo Acontece Botucatu

Segundo o prefeito, o trabalho técnico já identificou duas regiões que poderiam comportar um futuro terminal dentro de um modelo de parceria público-privada.

Uma das alternativas fica no eixo da Rodovia João Hipólito Martins, a Castelinho, na região do Shopping Botucatu. A segunda está no eixo da Rodovia Marechal Rondon, nas proximidades do SESI e da Cohab.

“Eles identificaram já duas regiões onde caberia essa parceria público-privada de uma nova rodoviária: a região do shopping, no eixo da Castelinho, e a região do SESI, no eixo da Marechal Rondon, na entrada da Cohab”, explicou.

A conclusão do estudo é esperada para setembro. Somente depois da entrega do levantamento, segundo Fábio Leite, a Prefeitura terá condições de definir se seguirá ou não com um projeto para transferência da Rodoviária.

“Eles concluem esse projeto esse mês e aí eu vou conseguir cravar para vocês se a gente vai ou não desenvolver um projeto de uma nova rodoviária”, afirmou.

Discussão começou no início do ano

O Acontece Botucatu acompanha a discussão sobre o futuro da Rodoviária desde janeiro. Na ocasião, Fábio Leite revelou à Prever FM que a Prefeitura pretendia estudar uma concessão ou parceria público-privada para avaliar a retirada do terminal da região central. A proximidade com os principais corredores rodoviários já aparecia como um dos pontos fundamentais da análise.

Em julho, o Acontece Botucatu mostrou que os estudos haviam avançado e estavam concentrados justamente nas duas regiões citadas novamente nesta quinta-feira: o eixo da Castelinho, próximo ao Shopping Botucatu, e o da Marechal Rondon, nas proximidades do SESI e da Cohab. Naquele momento, o prefeito já destacava que algumas linhas para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e outros destinos não entravam em Botucatu devido ao tempo adicional necessário para chegar ao atual terminal e retornar às rodovias.

No fim daquele mês, informações preliminares do estudo indicavam viabilidade técnica para a transferência. A questão logística e a possibilidade de atrair linhas que atualmente fazem paradas fora de Botucatu apareciam entre as principais vantagens consideradas.

Atual Rodoviária continuará recebendo melhorias

Enquanto a decisão não é tomada, o atual Terminal Rodoviário continua recebendo melhorias. Fábio Leite afirmou que a nova iluminação já foi concluída e que a pintura externa deve ser finalizada. Para setembro, está prevista ainda a reforma dos banheiros.

A região também passou nos últimos meses por grandes intervenções de drenagem e requalificação urbana. Entre os trabalhos realizados estão melhorias no sistema de drenagem, intervenções viárias e a implantação de uma nova passarela sobre o Rio Água Fria.

Caso o estudo indique a transferência e a Prefeitura decida avançar com o projeto, o atual prédio não deverá ser demolido.

“Se eventualmente a Rodoviária sair do centro da cidade, lógico que a gente vai aproveitar esse prédio para outro serviço público. Sem dúvida nenhuma, não vai ser demolido”, afirmou Fábio Leite.

A definição, portanto, ainda não está tomada. O resultado do estudo previsto para setembro deverá indicar se Botucatu seguirá com o atual terminal ou dará o próximo passo para estruturar uma nova Rodoviária próxima às rodovias.

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