PM mostra como prevenir acidentes com fogos de artifícios

Na tarde desta terça-feira (7) no auditório da Unifac – CEPRA, situado na Avenida Leonardo Villas Boas, nº 351, Vila Nova Botucatu, a Polícia Militar (PM), realizou uma demonstração sobre “Perigos de manuseio com fogos de artifício”. De acordo com a capitão Katia Regina Firmino Christófalo, chefe da seção de Comunicação Social, o objetivo foi despertar a atenção da população sobre os graves acidentes que podem ocorrer devido ao uso inadequado ou negligente de fogos de artifício.

Várias autoridades militares, além de alunos, diretores e professores da Unifac, marcaram presença, entre elas o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I), de Botucatu, tenente coronel José Aparecido Godoy Siqueira. De acordo com ele, o evento é uma alerta para que as pessoas participem da tradição dos festejos folclóricos, dos meses de junho e julho, das chamadas festas caipiras e quermesses, tomando alguns cuidados para evitar acidentes envolvendo fogos de artifício.

“Muitas vezes, estes acidentes podem ser graves, causando desde mutilações de dedos, mãos, ferimentos nos olhos até queimaduras”, declarou o comandante do 12º BPM/I. “Não há retorno ante a tragédia acontecida; daí nos prevenirmos dos acidentes”, acrescentou Siqueira.

Com essa filosofia o comandante organizou treinamento para alunos da rede de ensino de Botucatu, cuja apresentação ficou a cargo do especialista em manejo com explosivos, sargento Clodoaldo Francisco, da Força Tática, além dos soldados Benedito, Pontes, Aline, Tibúrcio e Ocampos, que atuam na Segurança Escolar, em Botucatu.

O palestrante revelou estatísticas ao longo dos anos com vários registros de explosões de bombas, colocadas próximas a vasos sanitários. “Isto pode causar sérios ferimentos, pois, os fragmentos de louça, impulsionados pelo deslocamento de ar, alcançam altas velocidades e podem funcionar como verdadeiras lanças, cortando e dilacerando pele e músculos”, explicou o sargento Clodoaldo.

Lembrou o oficial palestrante que, segundo a Associação Brasileira de Cirurgia de Mãos, anualmente, ocorrências com fogos de artifícios provocam queimaduras em cerca de 70% dos casos; também causam lesões com lacerações e cortes, em 20%; outras vezes, causam amputações de membros superiores, na ordem de 10%. Também há registros de lesões de córnea ou perda da visão e lesões do pavilhão auditivo com perda de audição. As pessoas mais atingidas são homens, com idade entre 15 e 50 anos e crianças de 4 a 14 anos.

Na apresentação do vídeo ilustrativo, o sargento da PM procurou prestar informações de teor preventivo, com relatos de acidentes reais, feitos por pessoas que se feriram com fogos de artifícios e sobre as conseqüências destes acidentes em suas vidas.

A título de orientação, a PM alerta que quem for surpreendido soltando bombas, em circunstância que ofereça perigo ? integridade física de outras pessoas, será detido e conduzido ? Delegacia de Polícia. Se tiver menos de 18 anos, os pais ou responsáveis poderão ser chamados ? delegacia. Nestes casos, os pais, além dos próprios alunos, poderão responder administrativa e criminalmente por suas ações, de acordo com o Código Penal em seus artigos:

Art. 251: Expor a perigo a vida, a integridade física ou patrimônio de outrem mediante explosão. Pena: Reclusão de 3 meses a 6 anos e multa.
Art. 132:Expor a vida ou saúde de outrem a perigo direto e iminente. Pena: Detenção de 3 meses a 1 ano.
Art. 129: Ofender a integridade corporal ou saúde de outrem. Pena: detenção de 3 meses a 1 ano.
Art. 135: Deixar de prestar assistência quando possível fazê-lo sem risco pessoal. Pena: Detenção de 1 a 6 meses ou multa.

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{n}Fotos: Valéria Cuter

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