Alunos do JCC distribuem roupas de frio ao CAMIM

Os alunos da Escola Municipal “Professor João Maria de Araújo Júnior”, que estão integrados no Programa Jovens Construindo a Cidadania (JCC), tiveram uma manhã diferente nesta sexta-feira. Eles realizaram entrega de roupas de frio ao Centro de Atendimento ao Migrante Itinerante do Município (CAMIM) de Botucatu, que fica na Avenida Paula Vieira, região da Vila Ema.

A capitão Kátia Regina Firmino Christófalo, chefe da seção de Relações Públicas do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPMI) e que participou da visita, relatou que as roupas distribuídas foram arrecadadas dentro da própria escola por meio de uma campanha encabeçada pelos próprios alunos e apoiada pela direção.

O policial Pontes, um dos coordenadores do JCC, salientou que esta visita que os alunos fizeram, vai valer como experiência. “Além da entrega das doações, os alunos do programa tiveram uma reunião com Neide Aparecida Zonta, secretaria da assistente social responsável, Irani Branco Lourenço, puderam conhecer as dependências do CAMIM e aprenderam um pouco mais sobre a rotina da Instituição”, frisou Pontes.
O CAMIM presta atendimento diário a 20 pessoas de diferentes faixas etárias. Só não aloja as com menos de 18 anos, a não ser que estejam com os pais. Para os que passam de 60 anos é procurado uma vaga no asilo. Com isso, a entidade tem uma faixa etária flutuante que varia de 18 a 59 anos de idade, tirando aquele pensamento de que só as pessoas que vivem na rua buscam o CAMIM.

Iraci Lourenço explica que muitas pessoas que saem dos seus estados em busca de uma vida melhor em São Paulo, acabam se espalhando pelo interior, chegando até Botucatu. “O problema é que a maioria não tem qualificação, não conseguem emprego, passam a morar na rua e buscam ajuda. Aqui recebem atendimento, são alimentados e tomam banho. Alguns ficam algumas horas enquanto outros passam dias, até que retornem para suas cidades ou estados de origem”, comenta a assistente social. “Cada pessoa que passa por aqui tem uma história de vida diferente. Por isso, cada caso é tratado, isoladamente”, emendou.

A assistente social revela que o contingente maior de atendimento está nas pessoas sob dependência de drogas, principalmente o crack, que é um derivado da cocaína. “Atendemos um número considerável de pessoas com dependência química. Um percentual de 80% das pessoas que procuram o CAMIM são dependentes químicos ou alcoólatras”, diz Irani Lourenço. “Atualmente, o crack é o flagelo do País, superou o álcool e na nossa entidade não é diferente”, concluiu a assistente social.

{n}Fotos: Valéria Cuter

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