Mosquito da dengue volta a aumentar com as chuvas

Informações obtidas junto a Secretaria de Comunicação revelam que durante o mês de novembro de 2011, a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS), vinculada ? Secretaria Municipal de Saúde, realizou em parceria com o Departamento de Parasitologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, mais um trabalho para identificar as áreas com infestação do mosquito transmissor da dengue (aedes aegypti).

Na oportunidade foram distribuídas 185 ovitrampas na área urbana do Município. Elas são armadilhas artificiais adaptadas em vasos pretos de plantas com uma palheta de madeira imersa em água, na qual permite identificar a oviposição (postura de ovos) da fêmea do mosquito aedes.

O resultado mostrou que 29 armadilhas estavam com a presença de ovos do inseto transmissor, aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2010. As regiões que apresentaram maior infestação de acordo com o levantamento da VAS foram a Central e Oeste com 37,5% das ovitrampas positivas, e a Leste com 45%.

“Em junho de 2011 tínhamos oito armadilhas com larvas do mosquito da dengue e em setembro, três”, compara Valdinei Moraes Campanucci da Silva, supervisor da Vigilância Ambiental em Saúde, que relaciona o aumento da presença do mosquito com o período de temperaturas altas e chuvas mais frequentes. “Para o mês de fevereiro de 2012 a estimativa é de 60% de positividade”, prevê.

{n}Potenciais criadouros{/n}

Como a fêmea do mosquito não deposita seus ovos diretamente na água, mas sim na parede interna dos recipientes, os embriões do inseto podem permanecer por mais de um ano até reencontrar as condições favoráveis para eclosão.

Dos recipientes identificados pelos agentes de saúde pública, como potenciais criadouros, 70% deles são de utilidade para os moradores e por isso não podem ser simplesmente eliminados. “Mas eles podem ser acondicionados ou utilizados de maneira correta, impedindo, assim, que se tornem criadouros de mosquito”, explica Gabriella Koppány González, coordenadora da VAS.

Por isso a Vigilância orienta a população a: não deixar recipientes em condições de acumular água da chuva, como pratos de plantas; lavar bebedouros de animais no mínimo duas vezes por semana, escovando bem o recipiente; verificar se as calhas da residência estão entupidas ou danificadas, impedindo o escoamento adequado da água; tratar ralos internos e externos com água sanitária; acondicionar pneus e materiais recicláveis em local coberto; entre outras ações de prevenção. Qualquer dúvida, o munícipe pode acionar a VAS pelo telefone 3811-1103 ou 150

{n}Sintomas{/n}

A Vigilância Epidemiológica de Botucatu esclarece ainda que se a pessoa apresentar sintomas da dengue (febre alta, enjoos, vômitos, dor de cabeça, no fundo dos olhos, nos músculos e nas articulações), ela deve evitar a automedicação e procurar qualquer unidade de saúde do Município para o teste de sorologia, que pode ser feito apenas a partir do sexto dia de apresentação dos sintomas.