Cesárea só deve ser feita após a 39ª semana de gravidez

No HCFMB, 70% dos partos realizados são normais

cesareaHá algumas semanas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou uma nova norma, que deve ser observada por todos os médicos do Brasil: gestantes que decidirem por cesariana em vez do parto normal têm direito de fazer prevalecer sua escolha, desde que o procedimento seja realizado após a 39ª semana de gestação.

Essa nova resolução orienta não só o médico, mas também a gestante em relação à segurança do feto. Caso ela opte pela cesárea, deve saber que a idade gestacional mais segura para o bebê é a partir da 39ª semana, para que o desenvolvimento da criança seja devidamente preservado.

O vice-chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp) Prof. Dr. Roberto Antônio de Araújo Costa explicou as diferenças entre o parto normal e a cesárea. “É importante esclarecer que, apesar da cesárea ser uma forma importantíssima para uma boa assistência obstétrica, ela é uma cirurgia, e não propriamente um parto. O parto normal é a forma mais adequada e segura para a mãe e para o bebê, por ser o método natural do organismo feminino”, afirma.

Apesar das cesáreas serem muito seguras, há alguns riscos importantes para a mãe na sua realização, como risco anestésico, infecções e tromboembolismo, um quadro grave que ocorre quando um coágulo se solta, viaja pelo organismo e se aloja em uma das artérias do pulmão, obstruindo o fluxo de sangue.

A gestante tem direito de optar pela realização de cesariana, desde que tenha recebido todas as informações sobre seus respectivos benefícios e riscos de forma clara e objetiva.

Em média, o HCFMB realiza 2 mil partos por ano. Destes, cerca de 700 são cesáreas, ou seja, cerca de 35% do total.

Dr. Roberto diz acreditar que essa nova resolução trará muitos benefícios, principalmente nos casos eletivos de cesáreas a pedido da paciente. “Temos uma idade mínima estipulada para realizar uma cesárea segura. Essa medida é muito importante, pois diminui muito o risco de bebês prematuros, por exemplo. As novas regras visam assegurar tanto a segurança do bebê quanto o direito da mãe de optar pela cesárea”, diz.