Associação usa a arte como terapia contra a hipertensão

Através das cores uma descoberta de si mesmo e a possibilidade de descobrir novos horizontes quando se lida com a doença. É assim que a Associação Botucatuense de Assistência ao Hipertenso (ABAH), com apoio da Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) e Famesp (Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar) iniciou trabalho voltado ? Arteterapia.

Direcionado a pacientes do setor de Diálise e Hemodiálise do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), servidores Unesp e Famesp e alunos dos cursos de Medicina e Enfermagem, a iniciativa pretende auxiliar na busca pela qualidade de vida através da arte. Todas as atividades são coordenadas pela pedagoga e especialista em psicologia transpessoal Maria de Cássia Alvarenga.

As aulas, que tiveram início dia 14 de setembro e vão ocorrer durante um ano em turmas de vinte pessoas, consistirão no desenvolvimento de pinturas em aquarelas, música e técnicas de relaxamento. Os participantes têm a oportunidade do autoconhecimento e trabalharem pontos da criatividade para auxiliar no controle da pressão arterial além do bem-estar físico e mental.

Segundo a coordenadora, a Arteterapia é uma especialidade ainda recente na ciência e que busca explorar o lado criativo da pessoa como forma de compreensão do momento e do ambiente em que está inserido. “No caso das aquarelas, as cores auxiliam a liberar sensações e percepções mais detalhadas no dia-a-dia”, diz Maria de Cássia.

Com isso é possível a compreensão da doença e das terapêuticas aplicadas pelas equipes médicas. “Essa perspectiva proporcionada pela arte faz com que os profissionais que lidam diretamente com a saúde tenham um momento de autoconhecimento e da real missão junto aos pacientes”, complementou a coordenadora.

Essa iniciativa também deve gerar conhecimento científico. Um levantamento promovido pela ABAH no decorrer do ano avaliará a eficácia do uso da arterapia na redução dos riscos cardiovasculares durante as atividades. “Faremos também a medição da pressão arterial de todos os participantes para avaliar os efeitos na terapia”, salientou Ana Maria Rodrigues, diretora de eventos da associação.

Fonte: Flávio Fogueral
Jornal da FMB