Alckmin inaugura complexo para dependentes químicos

{bimg:45340:alt=interna:bimg}

Fotos: Luiz Fernando / Valéria Cuter

O governador do Estado Geraldo Alckmin esteve em Botucatu nesta quinta-feira (5) para fazer a inauguração do Centro de Recuperação de Dependentes Químicos ou Centro de Atenção e Referência em Álcool e Drogas construído em área próxima ao Hospital Psiquiátrico “Cantídio de Moura Campos”, no Jardim Aeroporto. O governador e sua comitiva formada por assessores e secretários como David Everson Uip (Saúde); Bruno Covas (Meio Ambiente) e Eloisa de Sousa Arruda (Justiça e Defesa da Cidadania), foram recepcionados pelo prefeito João Cury Neto e demais autoridades de Botucatu e de outras cidades da região.

O complexo faz parte do programa Recomeço, do governo estadual, voltado ? reabilitação e ressocialização de pessoas dependentes químicas e seus familiares.
O Serviço é pioneiro no Estado de São Paulo e será gerenciado pelo Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB). O prédio tem cerca de 4 mil metros de área construída e o investimento do Governo do Estado foi de aproximadamente R$ 13 milhões.

Com alas distintas, a unidade disponibilizará, gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 76 leitos nos regimes ambulatorial, de internação e reabilitação: 10 para desintoxicação, 18 crianças/adolescentes, 18 mulheres e 30 homens, separados por pavilhões distintos. Contempla área de esporte e lazer, com quadra coberta e piscina, o Centro ainda abriga espaços para atividades de cultura, espiritualidade, educação e qualificação profissional aos pacientes e familiares.

A unidade em Botucatu é a primeira do gênero no Estado de São Paulo e será composta por uma equipe formada por mais de 250 profissionais entre médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, equipes de vigilância, recepção, educadores físicos, entre outros. Por isso, o governador chama a unidade de “Hospital para dependentes Químicos”.

O critério para a internação irá depender da gravidade de cada paciente que irá passar por uma avaliação médica, antes de ser encaminhado ? Central de Vagas. Um paciente grave é aquele que não tem mais controle sobre seu cérebro e não consegue mais ficar sem a ingestão do álcool ou de outras drogas como crack e cocaína. A previsão é que a procura deverá ser maior do que a oferta e a prioridade é dada aos pacientes de maior gravidade.

Quando o projeto foi aprovado o prefeito João Cury argumentou que Botucatu poderia se transformar nem um pólo de atendimento a dependentes químicos, contando com as vagas em Botucatu e outras 70 em Bauru. “Só quem tem um problema desses na família sabe o isso significa”, disse, emendando: “quero agradecer aqui a todos que, de alguma forma colaboraram para que esse projeto se viabilizasse”, salientou Cury.

No seu discurso o governador elogiou o trabalho político que vem sendo desenvolvido em Botucatu e o trabalho da Polícia Civil e Militar, assim como a Guarda Civil Municipal, que fazem de Botucatu uma das cidades mais seguras do Estado de São Paulo para se viver.

Entretanto, fez questão de enfatizar que não veio a Botucatu inaugurar uma clínica. “Estamos inaugurando o primeiro hospital modelo do interior paulista para atendimento a dependentes químicos, com leitos e profissionais da Medicina em diferentes especialidades para atender não só Botucatu que é uma referência em Saúde do estado, como também a região”, colocou o governador, antes de cortar a fita inaugural.

O projeto foi referendado pelo então secretário Estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, com participação do prefeito João Cury Neto, a professora da Faculdade de Medicina, Florence Kler Corrêa; a diretora do Hospital Cantídio de Moura Campos Marly Tieghi; a diretora do Hospital das Clínicas Silvana Artioli Schellini, o diretor da Faculdade de Medicina, Sérgio Muller, o ex-deputado estadual Milton Flávio, imprensa, entre outros.

Ainda durante a visita do governador foi assinado o convênio para que seja criado em Botucatu o 1º Poupatempo Ambiental do interior do Estado, em área do Parque Municipal, no Jardim Paraíso, assim como o convênio de revitalização da Cascata da Marta. Os convênios são na ordem de R$ 3 milhões (R$ 1,3 mi para o Poupatempo e R$ 1,7 mi para a cascata da Marta).