Ataques de abelhas africanas resultam em duas mortes

Dois grandes enxames de abelhas africanas foram responsáveis pela morte de duas pessoas que foram intoxicadas por envenenamento esta semana. A reportagem do Jornal Acontece acompanhou o caso ocorrido em Anhembi e registrou as marcas de centenas de picadas dos insetos peçonhentos deixadas na vítima, mostrando a ferocidade do ataque.

De acordo com o relatório dos policiais militares sargento Souza, cabo André e soldado Castilho, o lavrador Carlos Moura de Lima, de 70 anos de idade, conhecido como Carlinhos realizava reparos em uma cerca na divisa do sítio São Carlos. Próximo dele estava o amigo Luciano Ponci Paschoal, que conseguiu escapar do ataque.

Ele narrou aos policiais que Carlinhos, após conclusão do serviço, entrou em uma mata fechada. Passados alguns minutos começou a gritar por estar sendo atacada por milhares de abelhas. Porém, Paschoal nada pode fazer para afugentar os insetos. Lima ainda foi socorrido com vida pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu ao envenenamento causado pelas picadas e veio a falecer no Pronto Socorro (PS) da Unesp de Botucatu.

{n}Abelhas na Mina{/n}

Outro caso de morte causada por picadas de abelhas aconteceu no Bairro da Mina, tendo como vítima um senhor de 89 anos de idade chamado Roque Teixeira, de 89 anos de idade, em uma área de apicultura, onde havia caixas com enxames.

Segundo consta em Boletim de Ocorrência (BO), registrado no Plantão Permanente, Teixeira teria derrubado uma dessas caixas e as abelhas enfurecidas se sentindo ameaçadas passaram a atacar o idoso, com inúmeras picadas pelo corpo. O filho de Teixeira também foi atacado e conseguiu correr, mas levou diversas ferroadas. Com o veneno dos insetos espalhado pelo corpo, Teixeira foi encaminhado ao Pronto Socorro (PS) da Unesp pelo resgate do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.