Rapaz preso revela que vive no submundo do tráfico

O Serviço de Inteligência da Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), cumpriu vários mandados de busca a apreensão, coletando pistas para localizar o assassino que no final da tarde do dia 15 deste mês de março assassinou o desempregado Leonardo Murales (30). O crime aconteceu na Rua José Menino Martins (antiga Rua 32), no Conjunto Habitacional Humberto Popolo – Cohab I.

Em uma casa na Rua Taquarituba (antiga Rua 3), os investigadores Marcos e Vitor abordaram um rapaz de 19 anos chamado Carlos Leandro da Silva, conhecido como “Macarrão”. Quando a polícia entrou no quarto, o averiguado estava dormindo e levou um grande susto ao acordar sobressaltado com uma lanterna e uma arma apontada contra ele.

Na revista feita no quarto foi localizado embaixo do colchão da cama, escondidas em uma meia, 18 pedras de crack já embaladas e prontas para venda direta ao usuário. Além disso, outras duas pedras brutas da droga foram apreendidas, pesando respectivamente, 10 e 40 gramas (que dariam para fazer mais de 150 porções).

Embora tenha sido constatado que ele nada tinha a ver com o assassinato de Murales, Macarrão surpreendeu os policiais em razão de sua desenvoltura ao falar sobre sua ligação com o tráfico de entorpecentes naquela região da cidade. “A pedra de 10 gramas já estava vendida por R$ 180, 00. Era só entregar. A outra (pedra) maior ainda ia ser “picada” para ser embalada”, conta o acusado.

Revelou que embora nunca tenha sido preso, está no submundo do tráfico desde os 13 anos de idade. “Sempre dei um jeito de escapar do cerco policial, mas tinha comigo que iria ser preso um dia. Hoje não trabalho pra ninguém, porque comprei a “biqueira” (ponto de venda de drogas) por R$ 3 mil. Já trabalhei em uma empresa da cidade, mas não me acostumei. Posso dizer que o tráfico faz parte de minha vida, mas nunca usei drogas”, salientou, sem revelar a origem da droga. “Pego de um caminhoneiro que não sei o nome”, desconversou.

Também falou sobre o assassinato de Murales. “Moro na rua paralela onde ele foi baleado e quando ouvi o barulho de gente gritando fui até o local e o Léo, que era meu amigo, estava caído no chão. Vi ele sendo levado para o hospital. Nunca tive treta, porque ele fazia a parte dele e eu fazia a minha, sem rixas”, afirma. “Não sei quem pode ter feito isso, mas com certeza era inimigo, né? Mas não tenho nada a ver com isso”, garantiu.

Ele foi encaminhado ? Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), onde acabou enquadrado em crime de tráfico de entorpecentes pelo delegado Paulo Buchignani e recolhido ? Cadeia Pública local. Para o crime de tráfico de entorpecentes a lei prevê ao condenado uma pena que varia de cinco a 15 anos de reclusão.

Fotos: Macaru