Pintor é preso sob acusação de estuprar a cunhada

Na manhã deste domingo (8), os policiais militares Márcio e Marchesine, efetuaram a prisão do pintor Jean Carlos, de 26 anos de idade, alcunhado de Cipó, sob a acusação de ter cometido crime de estupro consumado, contra sua cunhada (C.C.O.), de 23 anos de idade. Segundo a vítima o crime ocorreu em um matagal existente na região do Parque dos Pinheiros.

A mulher relata que encontrou o cunhado na madrugada pela Avenida Dom Lúcio (entre 3 e 4 horas) e pediu uma carona para ela e uma amiga. “Ele concordou em nos levar para casa e, primeiramente, deixou minha amiga na casa dela e depois tomou a direção do Parque dos Pinheiros e queria que consumisse cocaína, mas eu não quis”, lembra a mulher.

Continuando o relato ela disse que depois de dar muitas voltas com o carro ele parou em um matagal. “Então, pegou um facão (usado para o corte de cana), me puxou para fora do carro e ameaçando me matar se eu gritasse ou reagisse, me obrigou a tirar a calça. Tentei tirar isso da cabeça dele alegando que minha irmã (mulher do acusado) estava grávida de oito meses, mas ele não deu bola e fez o que pretendia. Não reagi com medo de ser agredida, pois ele estava muito transtornado”, lembra a mulher que passou pelo exame de corpo de delito onde foi confirmada a conjunção carnal. Segundo ela, o ato foi consumado sem o uso de preservativo.

Após o ato o acusado teria levado sua cunhada para casa e ido embora, deixando no ar uma série de ameaças caso ela relatasse a alguém o que havia acontecido. Porém, ela contou o fato para sua mãe que acionou a Polícia Militar (PM). “Assim que entramos em serviço ficamos sabendo do caso e nos deslocamos até a casa do acusado na Avenida Monumental, mas ele não estava. Fomos, então, até uma padaria na Cohab I onde ele costuma frequentar e vimos o seu carro (um Fusca azul) estacionado na calçada. Ele estava em uma mesa bebendo com amigos quando demos voz de prisão”, lembra o policial Márcio.

Encaminhado ao Plantão Permanente, Jean Cipó foi apresentado ? delegada Ana Carolina de Brito, que o enquadrou em crime de estupro consumado. Em seu depoimento confirmou que teve relações sexuais com a cunhada, mas não teria feito nada forçado, alegando que a mulher havia concordado com a relação sexual.

Após o depoimento foi conduzido ? Cadeia Pública de Conchas, onde permanece ? disposição da Justiça. O inquérito policial irá ser presidido pela delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Simone Alves Firmino, que irá apurar a veracidade das denúncias feitas pela mulher, uma vez que não foi caracterizada nenhum tipo de violência física. Como casos desta natureza não existem testemunhas, será a palavra dele contra a palavra dela.

Fotos: Jornal Acontece Botucatu