Padrasto é acusado de estuprar enteada de dois anos

A delegada Ana Carolina de Brito registrou em Boletim de Ocorrência (BO), na noite desta terça-feira (13) a um caso de estupro de vulnerável, ocorrido na Rua 03, Jardim Santa Elisa. A vítima foi uma menina de dois anos de idade. O acusado é seu padrasto Luiz Paulo dos Santos Mariano, de 24 anos, que foi preso pelos policiais militares tenente Mariotto e soldados Rua, Simonazzi e Panhoça.

Tudo começou por volta das 19 horas, quando o acusado levou a menina ao Pronto Socorro Municipal com o fêmur (osso da coxa esquerda) quebrado alegando que a menina havia caído em sua casa. Porém, um exame mais detalhado detectou que a menina tinha sangue e lesões na região da vagina.

O Conselho Tutelar assim como a Polícia Militar foram acionados e a criança encaminhada ? pediatria da Unesp, onde foi medicada, permanecendo internada em observação médica, sendo constatado que havia sido abusada. O acusado recebeu voz de prisão dada pelos PMs e foi encaminhado ao Plantão Permanente.

A mãe dessa criança que é amasiada do acusado revelou que havia saído de casa para ir ao mercado fazer compras e deixou a filha aos cuidados do padrasto. Quando retornou ficou sabendo da acusação que pesava contra o companheiro e garantiu que nunca percebeu nada de anormal no relacionamento da filha com o padrasto. O detalhe é que foi encontrado dentro de um “tanquinho” roupas da menina com marcas de sangue, o que caracteriza que foi trocada antes de ser encaminhada ao PS.

Sobre alguns hematomas mais antigos que a menina trazia no corpo ela foi taxativa. “Ela corre muito e cai. Por isso vive machucada. Não sei nada disso (estupro) e é difícil acreditar que aconteceu isso”, disse revelando que já havia sido agredida, fisicamente, por Mariano, que não quis se manifestar sobre a acusação que lhe foi feita.

Depois de colher o depoimento do acusado a delegada plantonista indiciou Mariano em crime de estupro de vulnerável e determinou seu recolhimento ? Cadeia Pública de Porangaba, onde permanece ? disposição da Justiça. Já a mãe será averiguada por maus tratos. O inquérito policial será presidido pela delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Simone Alves Tuono, onde esse crime que é considerado hediondo será investigado.

Fotos: Valéria Cuter