Mulher coronel assume comando do CPI-7 do interior

Na próxima sexta-feira (11), ? s 19 horas no quartel do Comando de Policiamento do Interior Sete (CPI-7), Rua Bento Manoel Ribeiro, 209 – Sorocaba ocorrerá a cerimônia de passagem de comando, ocasião em que o coronel de Policia Militar Silvério Leme Filho, em virtude de sua passagem para a reserva, transmitirá o comando do CPI-7 a coronel de Policia Militar Fátima Ramos Dutra.

O CPI-7 é o responsável pela segurança em 79 municípios, dentre eles Botucatu, e conta com um efetivo de aproximadamente 5.000 homens e mulheres. Toda a formatura militar será comandada por oficiais do quadro feminino.

Na ocasião haverá também a inauguração do retrato do coronel Silvério Leme Filho na Galeria de Comandantes do CPI-7. A cerimônia é aberta ao público, sendo confirmada a presença de autoridades civis, militares e eclesiásticas e demais segmentos da comunidade da área.

Pela primeira vez em sua história, o CPI-7, será comandado por uma mulher. A coronel Fátima Dutra (que era subcomandante do CPI-7), de 46 anos de idade, assumiu o comando da unidade com a proposta de dar continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido.

A coronel já dirigiu o Comando de Policiamento de Área Metropolitano (CPA/M-4), na capital, e respondeu pela chefia da Casa Militar. Antes, comandara o 30º Batalhão em Mauá, na região do ABC. Desde abril de 2008, quando se mudou para Sorocaba, Fátima Dutra estava no subcomando do CPI, onde conseguiu o apoio dos batalhões para realizar projetos de parcerias com a comunidade.

“Nunca tive problemas de desrespeito de hierarquia porque sou mulher. Temos um regulamento disciplinar forte e também sou exigente, gosto das coisas certas”, diz a coronel, que entrou na Polícia Militar em janeiro de 1983, como soldado. Sua maior inspiração foi seu pai, que trabalhou na Guarda Civil.

Na PM há 61 coronéis e apenas três mulheres. Fátima é uma delas, mas a única que integra o Alto Comando da corporação – um grupo seleto de 26 homens que decide os rumos da segurança pública do estado. Há seis anos uma mulher não integrava esse grupo.