Maconha e crack são apreendidas em operação da DISE

A Polícia Civil de Botucatu, por intermédio de um trabalho realizado pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), deteve na manhã desta segunda-feira (9) um adolescente de 15 anos de idade, que estava em estado de traficância pela Rua José Miguel Salomão, região do Jardim Brasil. Este realizava o “trabalho” de “olheiro” do tráfico, atendendo usuários e vigiando.

Os policiais Pelares e Valmir chegaram até o local e em trabalho de campana constataram que outro rapaz (possivelmente adolescente) vendia o entorpecentes e a todo momento ia buscar a droga num esconderijo em um terreno baldio. Ao receber voz de prisão esse rapaz engoliu três pedras de crack que estavam em sua mão e seriam entregues a um cliente. Na revista pessoal foi localizado em suas vestes, R$ 107,00 em dinheiro. No esconderijo os policiais encontraram um “tablete” de maconha pesando 280 gramas (dariam para 280 porções), 89 pedras de crack já embaladas, uma balança de precisão e uma faca para cortar a maconha.

Foi então que houve uma grande confusão no local. O adolescente “olheiro” e um grupo de pessoas que estavam em um bar cercaram os policiais passaram a intimidá-los. O adolescente “olheiro” chegou a agredir, fisicamente, um dos policiais. Aproveitando-se da confusão armada no local o rapaz que seria o dono da droga apreendida conseguiu fugir.

Na delegacia o adolescente “olheiro” foi sindicado em crime de associação ao tráfico, favorecimento pessoal, desacato, resistência e desobediência e recolhido a uma cela especial na Cadeia Pública de São Manuel, onde aguarda a decisão do juiz da Vara da Infância e Juventude. O rapaz que fugiu deverá ser identificado e preso nas próximas horas.

Para o delegado titular da DISE, Carlos Antônio Improta Julião Filho, só não aconteceu uma tragédia em razão do profissionalismo dos policiais que estiveram nessa ocorrência e que foram intimidados e desacatados pelo grupo de pessoas. “Eles souberam contornar a situação, que lhes era desfavorável naquele momento, sem a necessidade de atirar em ninguém. O cidadão que fugiu não ficará impune e deverá ser preso para responder pelos seus crimes”, previu Julião Filho.