Homicida da Estância Sofia ganha liberdade no juri

Nesta quinta-feira (2) o Tribunal de Júri de Botucatu esteve reunido para processar a realização do julgamento do réu Sebastião Rogério Pereira, de 28 anos de idade, o “Japa” denunciado pela Promotoria Pública como o assassino do pedreiro André Luiz da Silva, conhecido como “Cebola”, na ocasião com 26 anos de idade. O crime aconteceu no dia 28 de junho de 2010, por volta das 23 horas, na parte externa do salão de festas da Estância Sophia, onde estava acontecendo um baile.

Depois da inquirição das testemunhas e debate entre os advogados defensores Luiz Fernando C. Pizza e Luis Pizza, ambos da Barra Bonita, e o representante do Ministério Público, promotor de Justiça Marcos José de Freitas Corvino, o juiz presidente do Tribunal Marcus Vinicius Bachiega, proferiu a sentença imputando ao réu uma pena de cinco anos de prisão em regime semi-aberto. Como ele já estava preso há um ano e cinco meses, foi expedido o seu alvará de soltura. Ou seja, ele entrou preso no Tribunal de Júri e saiu em liberdade.

{n}O crime{/n}

O crime cometido por Sebastião Roberto Pereira aconteceu por volta das 23 horas do dia 28 de junho de 2010, na Estância Sophia, que fica ? s margens da Rodovia Marechal Rondon, altura do km 245, região que pertence ao Parque dos Pinheiros.

Segundo o que foi apurado na ocasião, junto a algumas pessoas que estavam no local, depois de uma discussão, Pereira disparou quatro tiros contra seu desafeto. Dois tiros atingiram o tórax e o pescoço da vítima, respectivamente. Os outros dois tiros não acertaram o alvo. Após os disparos o assassino fugiu, a pé, deixando para trás uma motocicleta Yamaha, com placas da cidade de Trindade, Estado de Pernambuco. Foi com esse veículo que havia chegado ? festa.

De acordo com dados passados por testemunhas, Pereira se desentendeu com André Luiz, por causa da mulher de um amigo. Ele teria ido em defesa do companheiro e quando os dois saíram passaram a discutir sacou de um revólver e disparado os tiros, que tiraram a vida do pedreiro. Após o crime Pereira fugiu.

Quase dois anos depois do crime o trabalho investigativo levou a polícia de Botucatu até a Cidade de Curitibanos, Estado de Santa Catarina, onde Sebastião Pereira estava trabalhando como cobrador de uma empresa que confecciona cestas básicas usando o nome falso de Danilo Pereira. Residia na Rua Mateus Conceição, nº 426, no Bairro Bosque. Quando foi abordado não reagiu ? prisão e confirmou quem, realmente, era.