GCM realiza várias autuações por uso de cerol

Guarda Civil Municipal (GCM), com a inspetora Cintia e agente Prado, após solicitação da Central de Comunicações, compareceu ? Rua Travessa Pereira da Silva, na Vila São Lúcio, onde segundo denúncia anônima, havia cerca de três adolescentes e um cidadão de nome Jonathan W.U.B., de 20 anos soltando pipa que acabou flagrado passando cerol na linha das pipas.

Quando a viatura estava chegando ao local dos fatos, Jonathan estourou a linha com cerol e jogou a lata tentando se livrar do flagrante. Após averiguação no local, foi encontrado um pote de plástico na cor verde, com fabricação de cerol. Sendo assim, foi lavrado Boletim de Ocorrência (BO) de uso de cerol e auto de infração conforme Lei Municipal 3.745 de 23 de março de 1998 e Decreto 8.172 de 08 de janeiro de 2010. Após ser ouvido Jonathan acabou liberado.

Ainda neste final de semana outras 10 solicitações de averiguação de uso de cerol foram registradas em diferentes partes da cidade, como no Jardim Ipê, Jardim Itamaraty, Jardim Eldorado, Vila Ferroviária, Vila Antártica, Vila Jardim, Residencial Flora Rica, Comerciários I e III e Distrito de Rubião Júnior.

“Não foi aprendida todas as linhas de cerol, pois quando a viatura chega para a averiguação, quem está usando o produto, acaba estourando a linha da pipa e joga a lata com o restante da linha, saindo correndo logo em seguida”, explica a inspetora Cintia.

{n}Cerol{/n}

O cerol tradicional é uma mistura de pó de vidro (normalmente de bulbos de lâmpadas) com cola, porém existem também varias modificações do cerol. Uma delas é substituir o vidro por pó de ferro, que é facilmente adquirido em serralherias. Esse material é retirado por vendedores de cerol e por “pipeiros” regularmente, fora dos olhos da polícia.

Esse material é misturado a cola de sapateiro, que é comercializada em potes. Por causa da presença do ferro, as linhas impregnadas com esta variante de cerol conduzem a eletricidade facilmente. Basta um único contato da linha com os fios de alta tensão para que a pessoa seja eletrocutada. Mesmo sendo perigosa, a mistura com pó de ferro ainda é utilizada, porém em menor quantidade de que a mistura feita com vidro.

Muitos acidentes fatais ocorrem com motociclistas que passam por áreas onde crianças e adolescentes empinam pipas. Geralmente nos casos fatais, é o pescoço do motociclista ou pedestre que entra em contato com a linha de pipa com cerol. São também vítimas do cerol: aeronaves, ciclistas, pára-quedistas, skatistas e outros.