DIG procura ladrões que manteve casal de idosos como reféns

A Polícia Civil de Botucatu, por intermédio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) está empenhada em identificar e prender dois assaltantes que no início da semana invadiram um sítio na zona rural de Bofete, para assaltar um casal de idosos com 79 e 76 anos, respectivamente. A pedido das vítimas os nomes foram mantidos em sigilo.

De acordo com o que está apontado em Boletim de Ocorrência (BO), assinado pelo delegado Lourenço Talamonte Neto, que também está na investigação, os dois marginais armados de pistolas e encapuzados invadiram o sítio e renderam, primeiramente, o senhor de 79 anos que estava caminhando por uma área do sítio, nas proximidades da sede e fizeram com que entrasse na casa onde estava a mulher que também acabou rendida.

Mesmo não oferecendo nenhuma resistência para a ação dos assaltantes, os idosos foram amarrados e amordaçados com fita adesiva e trancados em um dos cômodos da casa (quarto). Depois de vasculharem a casa, os marginais fugiram levando quatro aparelhos celulares, documentos pessoais, cerca de R$ 230,00 em dinheiro e o um veículo Fiat Prêmio, placas ADA-9265, de São Bernardo do Campo.

Quando percebeu que os marginais haviam ido embora, o homem conseguiu se desvencilhar da fita, pular a janela e abrir a porta do quarto para liberar a esposa, Em seguida acionou a Polícia Militar, que efetuou patrulhamento pelas imediações e localizou o Fiat Prêmio abandonado na rodovia Lázaro Cordeiro de Campos (SP-147), próximo ? rodovia SP-300 – Marechal Rondon.

De acordo com o delegado titular da DIG, Celso Olindo (foto), as investigações estão adiantadas. “Temos as características dos marginais e o caso é prioritário, já que duas pessoas idosas foram agredidas física e moralmente pelos assaltantes. Mantemos uma equipe empenhada no caso e acreditamos que o crime será elucidado nos próximos dias”, disse Olindo.

“Não podemos descartar a possibilidade de os marginais serem de outra região. Isso somente com a conclusão dos trabalhos é que iremos descobrir”, acrescentou o delegado da DIG, que evitou entrar em detalhes de como o trabalho investigativo está sendo conduzido.

Foto: Valéria Cuter