Delegado é promovido pelo governo do Estado

O delegado titular da Delegada de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE), de Botucatu, que tem 17 anos de serviços prestados ? Polícia Civil, Carlos Antônio Improta Julião Filho foi promovido a categoria de Primeira Classe pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

A nomeação de Julião Filho já foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), tendo como justificativa o merecimento. “Em qualquer setor ter o trabalho reconhecido é o maior prêmio que um profissional pode receber. Isso nos motiva a trabalhar sempre mais e melhor, mas ninguém faz nada sozinho e faço questão de dividir essa promoção com meus companheiros da DISE que apesar dos percalços do dia a dia trabalham com responsabilidade e determinação”, colocou o delegado.

Ele conta que este ano será dado sequência ao trabalho de desativar “biqueiras” de vendas de entorpecentes, como parte de uma ação planejada da Delegacia do Interior da 7ª Região (Deinter-7), Delegacia Seccional de Polícia e DISE, deflagrada em 2013. “Nos últimos meses concentramos nossas ações nesses pontos de vendas de droga e várias prisões foram feitas. Embora não sejam apreendidas grandes quantidades elas estão espalhadas por diferentes pontos da Cidade”, realçou o delegado.

Mostra preocupação com o aumento da incidência de adolescentes no submundo do tráfico sendo favorável a redução da maioridade penal para 16 anos e ao aumento da pena mínima. Explica que é por intermédio do tráfico que muitos jovens de 12, 13 ou 14 ficam dependentes, se enveredam no crime e são usados por traficantes para vender entorpecentes e sustentar o próprio vício. Além disso, diz que está, estatisticamente, comprovado que a esmagadora maioria (90%) dos adolescentes apreendidos em operações policiais e internados em entidades socioeducativas tem envolvimento com o tráfico.

“Sou totalmente favorável a essa iniciativa de aumentar a pena mínima e da redução da maioridade. Atualmente, o crime de tráfico está disseminado no País e está intimamente ligado ? prática de outros crimes”, frisou o policial da delegacia especializada. “A inclusão de adolescentes no tráfico de entorpecentes é preocupante, pois quase todos os atos infracionais praticados estão relacionados ao tráfico. Para conseguir a droga os adolescentes se envolvem em crimes de alta complexidade como roubos, sequestros, homicídios, latrocínios, extorsão, entre outros”, enumera Julião Filho.

Ele entende que o adolescente com 16 anos sabe muito bem o que faz e tem consciência do que é certo e o que é errado e deve responder pelo crime que comete de maneira mais rígida. “Temos adolescentes que comandam “biqueiras“ de tráfico e são protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que na teoria é bom, mas na prática não funciona a contento”, conclui o delegado da DISE.