Comoção marca sepultamento de PM assassinado

Fotos: Divulgação

Clima de grande comoção marcou o sepultamento do policial militar Antônio Vieira Machado Neto, ou cabo Machado, de 44 anos de idade, também conhecido por Machadinho ou Neto. Entre os presentes esteve o governador do Estado Geraldo Alckmin e o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM-I) de Botucatu, tenente coronel Jorge Duarte Miguel.

O policial que trabalhava em Conchas, uma das 13 cidades que fazem parte da área de comando do 12º BPM-I, foi assassinado na madrugada de sexta-feira (28) com um tiro nas costas dentro da sede da Polícia Militar, sem ter a mínima chance de se defender, durante um assalto cometido por uma quadrilha organizada que estourou caixas eletrônicos dos bancos Santander e do Brasil.

O PM foi enterrado com todas as honras militares, sendo seu corpo colocado em um carro aberto do Corpo de Bombeiros e velado na Cidade de Juquiratiba onde morava com a mulher e cinco filhos. Ele ingressou na PM em abril de 1989 e, atualmente, trabalhava em Conchas.

Consta que a equipe composta pelo cabo Machado e soldado Leite estava em patrulhamento ostensivo quando estacionou pela base do Pelotão, na Rua Goias, s/nº e foram surpreendidos por criminosos armados que efetuaram disparos de fuzil contra os policiais. Um dos disparos transfixou a janela do prédio e atingiu Machado ferindo-o mortalmente.

“Foi uma perda irreparável. Conheço o cabo Machado há muito tempo e sei de sua dedicação e amor ? Instituição. Tive a honra de ser seu comandante por 10 anos no Pelotão de Conchas e depois comandante de Companhia, por quase 15 anos. Não tenho palavras para descrever minha tristeza. Tudo o que for dito é pouco pra lembrar nosso amigo e irmão de farda”, disse o capitão Aleksander Lacerda, do 12º BPM-I.

Para o soldado Rafael Castilho que era muito ligado ao policial assassinado a perda do amigo deixa uma lacuna no 12º BPM-I. “Além de ser um profissional exemplar, o Machadinho era uma pessoa generosa, amiga e leal, de uma integridade rara. Perdemos um grande amigo e a PM perdeu um grande homem”, destacou Castilho.

{n}{tam:25px}Rememorando o crime{/n}{/tam}

Na madrugada de sexta-feira (28) um assalto cometido em Conchas por uma quadrilha especializada em assaltos a caixas eletrônicos em cidades de pequeno porte que vem agindo há vários meses na região, culminou com o assassinato do policial militar Antônio Vieira Machado Neto, ou cabo Machado, de 44 anos de idade. Ele era casado, tinha cinco filhos, morava em Juquiratiba e trabalhava em Conchas.

Como já aconteceu em outras ocasiões, a quadrilha com cerca de 12 homens em carros furtados e portando armas de grosso calibre e com grande poder de destruição, invadiu a Cidade e se dividiu em três grupos distintos: um ficou em frente a base da Polícia Militar para evitar a saída dos policiais; o outro deslocou-se até o banco Santander e o terceiro ao Banco do Brasil, para explodir dois caixas eletrônicos. Simultaneamente ao assalto componentes do bando atiraram contra a base da PM com tiro de fuzil e alvejaram o policial que morreu no local, mesmo estando com o colete ? prova de balas.

A ação foi muito rápida e após consumar o crime os marginais fugiram da Cidade atirando para o ar, deixando para trás um rastro de destruição e morte, A morte do policial causou grande comoção no comando do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM-I), de Botucatu que agrega 13 municípios da região, entre eles o de Conchas.