Autor de duplo homicídio é encontrado assassinado

Fotos: Valéria Cuter

Uma informação anônima que foi passada aos policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) há cerca de 13 dias, se confirmou na manhã desta segunda-feira (16). Luis Carlos da Silva, de 25 anos de idade, conhecido como Clemente foi encontrado morto em uma estrada vicinal que liga o Bairro de Santo Antônio de Sorocaba a Piapara. O cadáver de Clemente já em adiantado estado de putrefação estava semi-enterrado em uma mata fechada há cerca de 20 metros da estrada e o cheiro do corpo se decompondo podia ser sentido há vários metros de distância.

Clemente era apontado como autor de um duplo assassinato ocorrido na madrugada do dia 29 de dezembro do ano passado no quarto de uma edícula nos fundos da casa de número 121, na Rua dos Pracinhas de Botucatu (antiga Rua 18), na Cohab I. Na ocasião foram encontrados mortos Elidiano Costa Ximenes, o Gordinho, de 27 anos e Levi Inácio Luiz, de 20 anos.

Apurou a polícia que no dia desse duplo assassinato Clemente, armado com uma pistola calibre .380, teria isso ? casa para acertar contas com Elidiano Gordinho que morava sozinho naquela edícula. Porém, ao chegar percebeu que Levi Luiz também estava no cômodo e acabou sendo assassinado com seis tiros para não servir de testemunha. Elidiano, por sua vez, tinha 10 marcas de perfurações de bala pelo corpo.

As informações que chegaram ? polícia revelavam que Clemente havia sido assassinado pelas mortes ocorridas na Cohab I, mas seu corpo nunca seria encontrado. O motivo do crime seria que uma facção criminosa, entendeu que Clemente deveria ter matado apenas Elidiano Gordinho, com quem tinha uma dívida de tráfico, já que Levi não tinha nada a ver com essa desavença. E o duplo assassinato chamou a atenção da polícia para a Cohab I.

“Todos os indícios do duplo assassinato apontavam para Clemente e tínhamos a convicção de que ele era o autor dos crimes e pedimos sua prisão preventiva. Paralelamente, estávamos investigando as informações de que ele havia sido assassinado. Na manhã de hoje (segunda-feira) fomos informados da localização onde o corpo havia sido deixado. Embora o cadáver estivesse em decomposição, não temos nenhuma dúvida de que se trata de Clemente”, observou o delegado adjunto da DIG, Geraldo Franco Pires.

Para Celso Olindo, delegado titular da DIG, foi aberto um novo foco investigativo. “Todos os indícios da investigação apontam Clemente como o autor do duplo homicídio. Agora temos que esclarecer quem assassinou Clemente e se, realmente, existe alguma ligação entre os crimes”, observou Olindo. Na verificação preliminar feita pela Polícia Técnica e Cientifica junto ao cadáver foi verificado que a causa mais provável da morte de Clemente seria o enforcamento.

Estiveram no local, além dos delegados, os policiais da DIG, Marcos, Vergílio, Jofre, Vitor, Caio e Paulinho; o tenente Cagliari da Polícia Militar e os agentes do Grupo de Ações Preventivas Especiais (GAPE), da Guarda Civil Municipal (GCM), Pimentel, Trombaco e Adeilson.

{n}{tam:25px}Relembrando o duplo assassinato{/tam}{/n}

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No dia 29 de dezembro do ano passado, os agentes do Grupo de Ações Preventivas Especiais (GAPE) da Guarda Civil Municipal (GCM), Pimentel, Adeilson e Rezende, se deslocaram até uma edícula nos fundos da casa de número 121, na Rua dos Pracinhas de Botucatu (antiga Rua 18), na Cohab I, atendendo a uma denúncia feita, anonimamente, ao telefone 199, sobre um assassinato.

Nesse cômodo foi encontrado os cadáveres de Elidiano Costa Ximenes, o Gordinho, de 27 anos e Levi Inácio Luiz, de 20 anos. A Polícia Técnica e Científica detectou que Elidiano Ximenes estava com dez perfurações de bala espalhadas pelas costas, peito, braços e cabeça. Já Levi Luiz estava com seis perfurações (costas, peitos e cabeça). Os tiros saíram de uma pistola calibre .380.

Ainda nesse cômodo foram encontradas porções de maconha e cocaína e o crime, segundo a polícia, teria sido motivado por dívidas com drogas. Neste mesmo local já haviam sidos realizados mandados de busca e apreensão por denúncias de tráfico de entorpecentes.

Nas investigações preliminares foi detectado que os vizinhos, por volta das 5 horas da manhã daquele dia, ouviram diversos tiros, mas não se lembram de nenhuma discussão antes dos disparos e a polícia sempre esteve convicta de que as balas saíram da mesma arma. Outro dado é que o assassino conhecia as vítimas e não teve nenhuma dificuldade em subir a escada, chegar até a edícula e pegar os dois homens de surpresa.

“Os vizinhos escutaram os tiros, mas ninguém afirma ter ouvido algum tipo de discussão. Então, deduzimos que a ação foi rápida e durou poucos minutos. Foi uma execução sumária, típica de dívida com drogas”, frisou o delegado da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Celso Olindo. “Agora temos que localizar o principal suspeito, que está com a prisão decretada, para podemos elucidar o crime”, emendou.