Advogada pede liberdade ao empresário João Mathias

A advogada criminalista Rita de Cássia Barbuio, contratada pela família do empresário João Mathias, acaba de ingressar na Justiça com um pedido de relaxamento de sua prisão preventiva. Em documento encaminhado para a  Primeira Vara Criminal de Botucatu, a advogada diz que João Mathias “possui ocupação lícita e endereço certo nesta comarca, tratando-se de conhecidíssimo empresário (proprietário de conceituado estabelecimento comercial)”.

No documento, Rita Barbuio assinala que “o empresário possui mais de 60 anos de idade e apresenta sérios problemas de saúde”, justificando sua liberdade. Ouvida, por telefone,  pelo Acontece Botucatu, a advogada fez questão de destacar que “a legislação brasileira permite que acusados respondam o processo em liberdade independente de eventual gravidade de delito, especialmente quando eles estão radicados no distrito da culpa e possuem trabalho”.

João Mathias encontra-se preso desde o dia 8 de dezembro próximo passado, acusado da prática de duplo homicídio no Bairro do Guarantã, onde estava sendo realizado a festa anual, em frente à igreja matriz, tendo como vítima o casal Sueli Pereira, de 38 anos e Ademir Matias, de 29. 

De acordo com o inquérito policial João Mathias chegou ao local da festa e visualizou Sueli dançando com Ademir. Ele sacou de um revólver calibre 38 e disparou dois tiros contra a mulher (costas e pescoço) e dois no homem (cabeça), causando ferimentos que ocasionaram  morte de ambos. Um quinto disparo atingiu o pára-brisa de um carro estacionado.

Na sequência Mathias fugiu em seu carro, um Monza de cor verde e retornou à Botucatu, mas ao sair da SP-300 Rodovia Marechal Rondon e ao adentrar pela Domingos Sartori, deu de cara com uma equipe  do Grupo Especial de Patrulhamento com Motocicletas (Gepom) da Guarda Municipal, além de uma viatura da Policia Militar.

A perseguição aconteceu por várias ruas da cidade e só terminou no início da Rua João Morato da Conceição, na Vila Maria, quando Mathias bateu o carro contra um estabelecimento comercial. Na sequência foi conduzido ao Pronto Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC), antes de ser recolhido à cadeia. “Perdi a cabeça”, disse o empresário ao receber voz de prisão.

 

Fotos: Valéria Cuter