“Tiririca” será julgado por assassinato em Botucatu

Nesta quinta-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subsecção de Botucatu irá ceder o seu auditório para que a Justiça de Botucatu possa realizar mais um julgamento popular. Nesse dia estará sentado no banco dos réus o pescador Gildásio Gomes dos Santos, 40, conhecido como Tiririca, que foi apontado como o autor do assassinato cometido contra João Batista Calandrim.

O crime aconteceu na madrugada do dia 15 de janeiro de 1999, por volta faz 1h30 em um rancho na Colônia de Pescadores que fica na Rodovia Geraldo Pereira de Barros, local conhecido como Ponte do Rio Jaú.

Segundo consta nos autos do processo os dois estavam participando de um churrasco e “por motivos banais” acabaram se desentendendo e entrando em luta corporal. Tiririca teria ido ao seu rancho, apanhado sua espingarda cartucheira, marca Rossi, calibre 20 e desferido um tiro contra o peito da vítima, causando-lhe ferimentos que o levaram ? morte. Tiririca foi preso pela Polícia Militar e denunciado pelo Promotor Público, Marcos José de Freitas Corvino.

Depois de ser ouvido, Tiririca ganhou o direito de responder ao processo em liberdade, até seu julgamento e está solto desde maio de 2000, por determinação do então juiz titular da 1ª Vara da Comarca, Luiz Otávio Duarte Camacho.

A defesa do réu será feita pelo advogado criminalista Osvaldo Guerreiro Sobrinho, tendo na acusação o promotor de Justiça, Marcos José de Freitas Corvino. Na presidência dos trabalhos do júri estará atuando a juíza Adriana Toyano Fanton Furukawa.

Para decidir o destino do réu, a juíza presidente fez a convocação de 21 pessoas, entre homens e mulheres, ligadas aos mais diferentes segmentos da sociedade botucatuense. Dessas, sete serão escolhidas, por intermédio de sorteio para compor o Conselho de Sentença (Corpo de Jurados).