Sindicato e Duratex podem assinar dissídio de 2014

Fotos: Luiz Fernando/Divulgação

 

Depois de deflagrar uma greve no início desta semana que não teve a adesão esperada o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Botucatu e Região afirma que as negociações continuam, já que não foi consolidado um acordo. Na manhã desta quinta-feira (21) os sindicalistas retornaram ao portão de entrada para fazer uma assembleia com os funcionários do horário administrativo (que não fazem turno), para informar a instauração do dissídio coletivo. Após a reunião os trabalhadores entraram para o trabalho.

A greve foi decretada no domingo, mas não houve paralisação da produção. Isso porque os funcionários do período noturno prolongaram seu turno de trabalho e a empresa transportou funcionários de helicóptero para evitar que passassem pelo portão de entrada onde os sindicalistas estavam reunidos. Na segunda-feira os sindicalistas deixaram o portão de entrada e interrompeu o interrompeu o movimento.

“Essa assembléia de hoje (quinta-feira) foi para informar aos trabalhadores que ainda continuamos batalhando por um reajuste melhor. Vamos tentar isso numa mesa de conciliação para que o dissídio seja instaurado. Esse será nosso direcionamento. A empresa mostrou ostentação levando funcionários da produção de helicóptero e a gente não pode criticar os que entraram para trabalhar,  pois foram pressionados e todos têm famílias para sustentar e ficaram com medo de demissões”, disse o diretor social do sindicato, José Luiz Fernandes.

O sindicato pleiteia 6,06% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de reposição salarial equivalente as perdas do período e mais de 1,5% de aumento real, totalizando 7,56%, vale-alimentação de R$ 150,00 entre outros. Já a Duratex apresentou ao sindicato a proposta de reajuste salarial de 6,06% retroativo a julho de 2014, aplicável a todos colaboradores, equivalente à reposição integral da inflação e ofereceu a redução de 39% no custo da co-participação em consultas médicas de Pronto Atendimento da Unimed, passando de R$ 18,00 para R$11,17. Essa proposta da empresa é que deverá ser consolidada.