Policial Rodoviário revela arte com a reciclagem

Fotos: Valéria Cuter

A reciclagem de madeira consumida é apresentada como uma das áreas mais vitais para a preservação de mais e melhores condições de vida do planeta. Nesse sentido, um fato que se deve ter em mente é que o Brasil é auto-suficiente neste produto para reciclagem e utilização torna-se um importante fator para o declínio da exploração madeireira de floresta. Assim, a madeira recuperada pode ser reutilizada, após o processo de trituração.

Isso se encaixa perfeitamente no conceito do policial militar rodoviário Geraldo Pompiani Milanesi e seu pai Waldomiro Milanesi, que reutilizam a madeira para produzir, artesanalmente, brinquedos de madeiras de inúmeras formas, sempre com o principal objetivo de focar as brincadeiras das crianças. A “fábrica” fica em dois barracões nos fundos da casa, na Rua Cruz Pereira nº 112, na Vila dos Lavradores.

“Com esse trabalho, que é um hobby, revivemos um pouco do passado em que todos os brinquedos eram feitos de madeira e foram substituídos pela tecnologia. A ideia é mostrar que hoje é possível reviver tudo isso novamente com a criação de peças variadas”, diz o policial.

Waldomiro Milanesi ressalta que consegue produzir com o filho diferentes peças usando material reciclado como armários velhos, caixas de madeiras, restos de MDF (Medium Density Fiberboard – Fibra de Média Densidade) e aglomerados. “Produzimos aviões, helicópteros, automóveis de diferentes modelos e tudo o que a nossa imaginação nos permita criar”, disse Pompiani. “E, com isso, podemos sempre fazer uma criança sorrir com um brinquedo mesmo que ele seja simples e rústico”, completou.

O PM ainda destaca que o objetivo é, também, desenvolver um trabalho artesanal dando ênfase ? simplicidade das formas. “Cada trabalho é desenhado e esculpido ? mão, tornando cada peça um objeto único”, disse Milanesi, salientando que tem pedido de 120 peças para confeccionar.

Salienta que não existe um tempo determinado para a confecção de cada peça e procura sempre inovar, acrescentando coisas para tornar o brinquedo mais interessante. “Por isso, não existe um brinquedo igual ao outro. Sempre um tem o detalhe que o outro não tem”, observou filosofando: “A simplicidade das formas aguça a criatividade, a imaginação e o fantástico que habita a alma de cada criança”.