Mercadante visita Botucatu e fala como candidato

Na noite desta quinta-feira, senador da República do PT, Aluizio Mercadante (foto), esteve em Botucatu e foi recebido pela militância da região e o apoio, uma vez que ele é pré-candidato do partido a governador do Estado de São Paulo.

Mercadante chegou a Botucatu por volta das 18 horas, depois de cumprir agendas nas cidades de Jaú e Bauru. O encontro aconteceu na sede do Centro Brasil-Itália, onde o senador concedeu uma entrevista coletiva ? imprensa.

Entre outras coisas, Mercadante falou de sua expectativa para vencer a eleição para governador de São Paulo, não poupando críticas ao governo do PSDB, que tem como pré-candidato, o ex-governador Geraldo Alckmin, que deverá polemizar com Mercadante durante a campanha eleitoral. Conheça os principais trechos:

{n}Apoio de Lula{/n}

“O Lula transformou esse País e o apoio dele, que tem um prestígio fantástico no Brasil, me motiva a disputar e vencer a eleição em São Paulo. A qualidade do governo Lula é a força da nossa candidatura. O que nós fizemos pelo Brasil, vamos fazer por São Paulo. Na última eleição para governador eu tive 32% dos votos, com três partidos me apoiando. Agora estamos com 11 partidos, que me darão mais que o dobro de tempo no Programa Político da Televisão. No dia da eleição passada eles (instituto de pesquisas) me davam 23%, mas eu tive 32% dos votos. Agora já estamos caminhando para esse patamar com muita antecedência, que mostra um potencial grande de crescimento. Em 2002 fui o senador mais votado da história do Brasil e me sinto muito honrado com isso e agradecido ao povo de São Paulo”.

{n}Praças de pedágios{/n}

“Olha que o PSDB está fazendo com os pedágios. Eu vim de Bauru para cá, pagando R$ 24,00 para ir e voltar. É uma coisa inacreditável. Só em torno de Bauru, cinco pedágios foram colocados. E isso está acontecendo no Estado inteiro. É um abuso tarifário. Não que não tenha que ter pedágio, mas não pode ter abuso que isso está prejudicando as famílias, os investimentos, a economia do Estado. Temos que rever isso”.

{n}Segurança pública{/n}

A situação da Segurança Pública é inaceitável. Nessa região existem 12 presídios e um CDP (Centro de Detenção Provisória) e isso trouxe o crime organizado, está trazendo droga como o crack, está trazendo a violência. Nas delegacias de São Paulo agora até assalto está tendo. E o secretário de Segurança diz que tem que botar segurança privada para proteger a delegacia. Isso é o fim da picada! A polícia está muito insatisfeita e é possível ter uma polícia melhor. Olha o que nós fizemos com a Polícia Federal no governo Lula. É um exemplo de dignidade, de seriedade, competência, autonomia, de eficiência. É isso que queremos para São Paulo, para a Polícia Civil e Polícia Militar, a começar pelos salários. Temos uma das polícias mais mal pagas deste Brasil. Sentimos confronto entre as duas polícias e isso tem que acabar”.

{n}Professores insatisfeitos{/n}

“Na Educação, os professores estão numa insatisfação profunda. Imagine o que é ser professor hoje neste Estado. De 100 mil professores, 43% da rede nem concursados são e o secretário de Educação de 2010 é o mesmo de 27 anos atrás, de 1983. É a mesma panela que não sai do Palácio dos Bandeirantes. É hora de mudar. Tem que receber professor e não tratar com borrachada quem trabalha com giz na lousa, uma categoria que teve 5% de reajuste. A insatisfação é grande e o mais importante é o seguinte: estamos fazendo críticas como nós fazíamos no governo Fernando Henrique Cardoso. Nós dizíamos que o PSDDB não está conduzindo bem o País e nós podemos fazer melhor. E nós fizemos muito melhor. É isso que dá confiança a população de aplaudir o Lula, que é um grande presidente e hoje o mundo elogia o Brasil. Por isso temos confiança de que podemos governar São Paulo e mudar São Paulo para melhor”.

{n}Aumento de 7,7%{/n}

“O povo brasileiro conhece o presidente Lula e ele tem feito tudo que pode, especialmente para os que mais precisam. Nós aumentamos o salário mínimo em termos reais em 74% no governo Lula. Era menos de 100 dólares e hoje está mais de 300. São 27 milhões de brasileiros que ganham salário mínimo. São quase 17 milhões de aposentados e pensionistas. Os que ganham acima do mínimo não perderam com a inflação e mantivemos o poder de compra. Os 7,7% de aumento para os aposentados vai ultrapassar o limite da segurança financeira. Não por causa do Lula que está terminando o governo. O problema é que vai ficar para o futuro presidente e acredito que não vai dar para chegar no 7,7%. Se o presidente vetar esse aumento, terá apoio de todo partido e iremos renegociar de novo, com equilíbrio e bom senso”.

{n}Geraldo Alckmin{/n}

“O Alckmin (Geraldo-PSDB) depois de ficar 16 anos no governo do Estado e ter disputado a presidência da República, foi candidato a prefeito de São Paulo e começou a campanha com 43% das intenções de voto e terminou com 22% e não foi nem pro segundo turno. Acho que depois de 16 anos de governo do PSDB, é hora de mudar. Existe um sentimento de mudança, de renovação. Eu hoje estou com 19 a 22 % das intenções de voto. Ele (Alckmin) está caindo e eu estou subindo. E eu peço pra São Paulo que me coloque no segundo turno para um debate entre eu e o Alckmin para discutir cada um dos temas e ver quem tem café no bule, que tem propostas para apresentar, quem tem argumento. E aí nós vamos ver qual vai ser a opção de São Paulo. No debate não tem marqueteiro, não tem meio de comunicação fazendo campanha pra candidato. Debate é dois, cara a cara, olho no olho. Então, eu peço para o povo de São Paulo que coloque o Mercadante no segundo turno que eu ganho a eleição”.

Fotos: Fernando Ribeiro