Médicos residentes da Unesp podem parar na quinta-feira

Na próxima quinta-feira, a partir das 10 horas, está previsto uma manifestação dos médicos residentes da Unesp de Botucatu em protesto contra os baixos valores de remuneração da bolsa, garantia de auxílio moradia e alimentação, além do cumprimento da jornada de trabalho de 60 horas semanais. A manifestação acontece em frente ao Pronto Socorro (PS).

Os residentes da Unesp de Botucatu irão acompanhar esse protesto que teve início nesta terça-feira onde, de acordo o com a Associação Nacional dos Médicos Residentes, vários Estados paralisaram suas atividades: São Paulo, Amazonas, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Santa Catarina. Os protestos acontecem de acordo com a determinação de cada Estado.

Os residentes reivindicam um reajuste salarial de 38% sobre as horas trabalhadas. Hoje, cada residente recebe R$ 6,60 por hora. O governo acenou com a possibilidade de conceder R$ 20% de reajuste e isso está sendo avaliado. Caso não haja acordo, os residentes da Unesp de Botucatu farão assembléia para decidir se paralisam as atividades a partir da manhã desta quinta-feira.

O movimento, liderado pela Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR), já conta com manifestações nos principais hospitais com programas de residência, que reúnem mais de 22 mil médicos em todo o País e a paralisação que já atinge vários estados brasileiros, é apenas um alerta. Os residentes estão presentes em mais de 70% dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) na área hospitalar, alegam que a bolsa está congelada desde 2007.

A Associação alerta que a paralisação será por tempo indeterminado. A Comissão de Greve da ANMR orienta que nos serviços essenciais (urgências, emergências e UTIs) seja mantido 30% dos residentes de cada setor. Muitas cirurgias, procedimentos e consultas correm o risco de cancelamento.

A reportagem do Acontece buscou manter contato com médios residentes da Unesp de Botucatu, mas eles embora reconheçam que movimento reivindicatório seja justo evitam tecer comentários sobre a manifestação de quinta-feira onde a greve em Botucatu pode ser decretada, caso não seja aceito os 20% oferecidos pelo governo.

Atualmente prestam serviços na Unesp de Botucatu 327 residentes em diferentes especialidades que recebem R$ 6,60 por hora e um auxílio moradia no valor de R$ 397,00. Residente é um médico recém formado que após o 6º ano escolhe a especialidade que quer prosseguir e passa a dar atendimento hospitalar.

Foto: divulgação