Juiz de Botucatu é requisitado para trabalhar no STF

Fotos: Valéria Cuter

 

O  juiz Bruno Ronchetti de Castro,  titular da Vara do Juizado Especial Cível (JEC) de Botucatu, foi requisitado pelo ministro Ricardo Lewandowski que assumiu a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e comandará a Corte pelos próximos dois anos, para trabalhar ao seu lado em Brasília como juiz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) órgão que também  é presidido por  Lewandowski. A requisição, apreciada em 24.09.14 pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi deferida por unanimidade pelos desembargadores, devendo o magistrado assumir o cargo na próxima segunda-feira.

O Conselho de Justiça é uma instituição pública que visa aperfeiçoar o trabalho do sistema judiciário brasileiro, principalmente no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual. Criado em 31 de dezembro de 2004 e instalado em 14 de junho de 2005, o Conselho tem sua sede em Brasília, mas atua em todo o território nacional.

Compete ao CNJ zelar pela autonomia do Poder Judiciário e pelo cumprimento do Estatuto da Magistratura, definir os planos, metas e programas de avaliação institucional do Poder Judiciário, receber reclamações, petições eletrônicas e representações contra membros ou órgãos do Judiciário, julgar processos disciplinares e melhorar práticas e celeridade, publicando semestralmente relatórios estatísticos referentes à atividade jurisdicional em todo o país.

Além disso, o CNJ desenvolve e coordena vários programas de âmbito nacional que priorizam áreas como Meio Ambiente, Direitos Humanos, Tecnologia e Gestão Institucional. Entre eles estão os programas: Lei Maria da Penha, Começar de Novo, Conciliar é Legal, Metas do Judiciário, Pai Presente, Adoção de Crianças e Adolescentes, etc. Qualquer cidadão pode acionar o Conselho para fazer reclamações contra membros ou órgãos do Judiciário.

Bruno Ronchetti de Castro é natural de São Bernardo do Campo/SP e chegou a Botucatu há pouco mais de seis meses, quando assumiu a titularidade da Vara do JEC, em 10 de março de 2014, removido pelo critério merecimento.

Antes, trabalhou na comarca da Capital por cerca de sete anos, dos quais quase cinco junto ao 1º Tribunal do Júri da Capital, onde presidiu aproximadamente 300 júris populares, diversos de grande repercussão social, destacando-se aquele em que Carla Cepollina era acusada de ter matado o Coronel Ubiratã Guimarães, do qual acabou absolvida.  Castro revelou que sua decisão para se mudar a Botucatu se deu em razão do especial carinho, apreço e admiração que nutre por esta cidade.

Membro da família Ronchetti, estabelecida em Botucatu há quase trinta anos, contou que, desde pequeno, frequenta  a Cidade e tinha como sonho, um dia, poder atuar como Juiz de Direito nesta Comarca. Realizado o sonho, apenas lamenta o fato de sua passagem ter sido tão breve. Durante sua curta, mas produtiva passagem por esta Comarca, Bruno Ronchetti presidiu mais de 300 audiência e cerca de 3 mil  sentenças no JEC, conforme certificado pela Vara.

Em sua despedida, o já magistrado da presidência do CNJ comentou: “Fui muito bem acolhido por todos desta comarca e aqui fui muito feliz neste curto espaço de tempo, pois tive a honra de encontrar e conviver com pessoas maravilhosas, tanto no ambiente do fórum quanto na sociedade, o que me deixou ainda mais apaixonado por Botucatu. Sentirei muita saudade desta cidade e de todos. Por isso, não digo adeus, mas até logo. Muito obrigado!”.