Escoceses consolidam cooperação com Instituto de Biociências

Em seu processo de internacionalização no ensino e pesquisa, o Instituto de Biociências recebe durante esta semana pesquisadores do Scottish Ocean Institute – School of Biology, da Universidade de St Andrews, Escócia; com o objetivo de estreitar as atuais relações de cooperação em estudos sobre a biologia muscular em peixes neotropicais.

Ian Alistair Johnston e Vera Lucia Johnston realizam pesquisa em cooperação com o Laboratório de Biologia do Músculo Estriado do Instituto de Biociências de Botucatu (LBME) cujo objetivo é caracterizar os genes expressos no músculo do pacu (Piaractus mesopotamicus).

Após recepção pela diretora Maria Dalva Cesario, os pesquisadores ministraram, dia 25, palestra direcionada a alunos de graduação e pós-graduação da Unesp de Botucatu. Foi abordada a estrutura de pesquisa em uma universidade européia e a forma de relacionamento em pesquisas internacionais. Na sequência debateram com pesquisadores brasileiros os detalhes da pesquisa feita entre as instituições.

Esta colaboração tem resultado na identificação de genes que controlam o desenvolvimento e crescimento do músculo estriado no pacu. A informação passa a ser importante no contexto econômico da aquicultura. “A visita possibilitará a discussão dos resultados já obtidos pelo estudo e a ampliação da cooperação com o intercâmbio de outros pesquisadores e alunos, entre as universidades envolvidas”, explica a professora Maeli Dal Pai, do Departamento de Morfologia e uma das coordenadoras do estudo.

Alistair frisa que a parceria com a Unesp tem agregado conhecimento importante na pesquisa que está sendo realizada. Na Escócia, foi realizado o sequenciamento e as análises de bioinformática. “Esta colaboração é de interesse mútuo, tendo em vista o conhecimento e a importância econômica dessa espécie de peixe no Brasil, ressaltou.

Para a realização da pesquisa, está sendo fundamental o auxílio da Fundação de Amparo ? Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), CAPES e UNESP. A pesquisa deverá ser concluída no início de 2014.

Flávio Fogueral
Instituto de Biociências de Botucatu Unesp
Assessoria de Comunicação e Imprensa