Culto ecumênico reúne vários líderes religiosos

Fotos: Valéria Cuter

 

Em alusão a Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos, vários religiosos de denominações diferentes se reuniram esta semana na Catedral Metropolitana de Botucatu, para a realização de um culto ecumênico. O encontro contou com a presença de várias pessoas ligadas a diferentes denominações religiosas, além de autoridades civis, religiosas e políticas.

Entre outros líderes religiosos estiveram os padres Emerson Anizi e Sebastião Santos (Igreja Católica); ministro João Ricardo Marcello (Igreja Anglicana); Grystsje Couperus (Igreja Presbiteriana Independente); pastor Edno Paulela (Igreja Evangélica  Pentecostal Brasil para Cristo);  e pastor Carlos Ribeiro Júnior (Igreja Presbiteriana).

O culto ecumênico é uma aproximação, uma forma de diálogo entre as denominações religiosas e a solenidade se baseia na tentativa de unificação de vários credos em uma mesma celebração.  “Acreditamos que todo o tipo de interação social, desde que não fira os princípios adotados por determinada denominação, é válida, pois estimula as relações humanas e insere o seguidor em seu contexto social, e o torna participante do que acontece ao seu redor”, disse o padre Sebastião Santos.

Para João Ricardo Marcello, da Igreja Anglicana é importante que os segmentos religiosos  evidenciem esforços na aproximação,  cooperação e na busca fraterna da superação das divisões entre as diferentes igrejas cristãs. “O culto ecumênico é o movimento entre diversas denominações cristãs na busca do diálogo e cooperação comum, buscando superar as divergências históricas e culturais, a partir de uma reconciliação cristã que aceite a diversidade entre as igrejas”, observou Marcello.

A pastora Grystsje Couperus, da Igreja Presbiteriana realça que a proposta é reunir as igrejas cristãs para refletir sobre o que significa fazer missão num mundo plural. “Discutir esse tema é um desafio para todas as igrejas e o objetivo é buscar essa união para criar uma unidade e com esse espírito envolver as igrejas cristãs. O ato em si não interfere na nossa comunhão como seguidor da filosofia que escolhemos”, disse.

O pastor Edno Paulela elogiou o clima de fraternidade do encontro e salientou que cada igreja tem sua característica, seu carisma, e que deseja trabalhar na convergência e não na divergência.  “O essencial é aprofundar o diálogo para um trabalho de cooperação ecumênica, sobretudo nas áreas da violência, do desemprego, com moradores de rua, entre outras situações”, defendeu Paulela. “As igrejas juntas podem ajudar na busca de soluções dos problemas e a missão não deve dividir ou causar obstáculos para a integração social”, complementou.