Centro Cultural Caipira será implantado em Botucatu

O cantor Ramiro Viola e o empresário e jornalista Maurício Seródio, estão montando na Cidade o “Centro de Tradição Caipira de Botucatu” (CTCB), que tem como principal objetivo, resgatar e preservar a tradição caipira na região. Viola deverá ser o presidente da entidade e Seródio o diretor social. Outros membros da diretoria serão anunciados, oportunamente.

Assinaram como padrinhos desse projeto cultural o cantor Tinoco que fez com Tonico a dupla mais duradoura da música sertaneja raiz do Brasil e a madrinha dos sertanejos, Inezita Barroso. “Nossa cultura caipira é muito rica e diversificada e precisa ser preservada, para que não se perca no tempo”, enfocou Ramiro Viola.

Revela que muitas pessoas guardam documentos e objetos em suas casas e que poderiam ser acondicionados em um local adequado para que pessoas interessadas possam conhecer a riqueza cultural da região. “Nosso objetivo é preservar esses objetos e cuidar para que não se deteriorem com o tempo”, frisou o futuro presidente da entidade.

Esse Centro surgiu da união de algumas pessoas com o desejo de levar a verdadeira cultura caipira a um número maior de pessoas para preservar e mostrar a verdadeira identidade do caipira sanando algumas distorções presentes na sociedade. “Assim, como o sertanejo do nordeste, o vaqueano, o jangadeiro, o caiçara e o gaúcho, o nosso caipira merece ser respeitado”, disse Viola.

O cantor sertanejo lembra que o caipira, de certa forma é discriminado e é associado ? falta de instrução, deficiência de higiene e uma série de outros problemas motivados por diferenças econômicas e sociais, que fizeram dele um tipo humano característico.

“Para piorar as coisas, “os caipiras” são discriminados por outros grupos que costumam imitá-los, fantasiando as crianças e mesmo alguns adultos, com roupas cheias de remendos extravagantes e ridículos, durante as festas caipiras tradicionais”, frisa Viola. “A criação desse Centro pode corrigir essa discriminação e valorizar essa gente interiorana, divulgando o seu conhecimento e cultura que, na realidade, constitui uma das primeiras brasilidades de nosso País”, complementa.