Alunos fazem passeata em apoio ? greve dos professores

Fotos: Valéria Cuter

 

Na manhã desta quinta-feira, 49 alunos das Escolas Pedro Torres e Américo saíram em passeata até a Delegacia de Ensino para demonstrar apoio a greve dos professores iniciada na sexta-feira da semana passada (13), reivindicando reajuste salarial de 75,33% e melhores condições de trabalho. Além do apoio à greve os alunos protestam contra salas de aulas e ônibus lotados, falta de material, corte de verbas, entre outras.

“Não há como negar que a Educação no Estado está muito abaixo das necessidades dos professores e alunos. Por isso, estamos dando total apoio à greve, buscando um ensino  de melhor qualidade nas escolas estaduais“, disse o estudante C.S. de 16 anos. Nossa expectativa é que haja apoio de todas as escolas da cidade”, complementou.

Professores de Botucatu confirmaram presença na assembleia geral que está programada para acontecer na tarde desta sexta-fera (20), a partir das 14 horas,  em São Paulo, para definir rumos do movimento que atinge 35% dos professores, segundo dados do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que espera a adesão máxima de docentes.

“Estamos em um processo de convencimento para poder colocar para o governo estadual que nós não estamos satisfeitos e que há necessidade de abrir um processo de negociação para que possamos realizar de fato um debate a cerca da construção de uma qualidade de ensino mais adequada para os nossos alunos”, afirmou Ariovaldo de Camargo, diretor da Apeoesp.

A Secretaria Estadual de Educação está orientando para que os alunos da rede estadual compareçam normalmente às escolas, já que as diretorias de ensino das cidades contam com um cadastro de professores substitutos. Com relação ao kit escolar  informou que uma decisão judicial impugnou por 100 dias o andamento da licitação e, pela primeira vez, a pasta teve de estender o cronograma de entrega dos materiais. Já sobre as salas lotadas, a diretoria regional informou que o estado respeita a legislação e que não há salas com mais de 40 alunos.