Dificuldade no encontrar encontrando…

Olá…

Tudo bem?

Sempre que encontramos alguém é assim que começamos o diálogo geralmente…
Nos encontros e desencontros temos que fitar os olhos e tentar ver além deles para que algo novo comece a surgir; seja de bom ou de pior…

Muitas vezes as mensagens via torpedo ou via e-mail são frias e vazias e não conseguem refletir o que realmente ocorre; pois se faz necessário, como bem diz Dom Maurício, arcebispo de Botucatu: é necessário o olho no olho…

É muito fácil cometermos nossas “burradas”; mas como é difícil consertá-las…

Nossas conversas virtuais podem demonstrar o que somos sem a coragem de falar face a face, pois essas conversas não têm respostas ou simplesmente são monólogos, já que não há o retorno; retorno este que nem sempre será como queremos.

Sabemos que o diálogo (conversação entre duas ou mais pessoas) ocorre quando há a ida e a volta das palavras e nem sempre estamos prontos para ouvir, mas sim para falar… Somos “ases” em falar, mas menos capazes de ouvir, já que nem sempre a volta de nossas palavras é do jeito que queremos e, por muitas vezes, achamos sermos os donos da verdade… Os que devem ter a última palavra em tudo.

Nossa maneira de viver não dá mais espaço para os encontros e sim para o viver isolado; a modernidade nos leva muito a isso… A ficarmos mais em nosso “canto”, pois, se vivermos em grupos teremos que ter limites e regras e isso nos “acanta” tal e qual lobos ferozes presos em suas jaulas sociais.

A sociedade moderna não sabe sentar em suas rodinhas de amigos a falar, a jogar algo como antes (baralho, dominó…), mas sim nos leva aos mesmos jogos, porém virtuais, pois não se faz necessário o encontro… O estar ? frente do oponente… O olhar nos olhos!

Tem gente que diz que sou contra a tecnologia… Contra os meios virtuais… Não o sou, pois uso deles até mesmo para chegar até você aqui neste jornal… Sou contra sim o roubo que há, por nossa conivência, dos encontros e desencontros que tanto nos ensinam a viver; tal e qual o encontro com a família daquele que sofre nos corredores hospitalares por este nosso Brasil.

E estas coisas me remetem aos encontros e desencontros que fazem a gente crescer mais e mais… No deitar a cabeça no colo dos avós e perceber que mais se tem a aprender nestes momentos que em muitos livros e artigos.
Gosto de imaginar que estes encontros me ensinam muito a pensar… A aprender… A sorrir e a vivenciar mais as coisas que me servem para a vida e que posso sim ter a certeza de que cada passo me ensina algo… Cada história ou estória tem seu jeito de ensinar…

Somos imediatistas, ansiosos e cheios de manias e, por vezes, nos deparamos com algum obstáculo que não nos deixa ir avante como queremos, mas nos auxiliam a não parar na luta diária… Auxilio esse que pode vir de onde menos se espera ou de quem menos se espera…

O problema maior é que, se não nos abrirmos ao diálogo e não querermos clamar por ajuda, não conseguiremos seguir avante… A saída do poço é só para cima e se tem que levantar os braços e pedir; ao contrário, se baixamos nossos braços e não gritarmos por ajuda iremos mais ainda para o fundo.

Mas tenho plena certeza de que com um beijo de Jesus, pelos lábios de Maria e no abraço de São José conseguiremos mais vencer…
Este que também quer mudar para mudar:

Pe. Delair Cuerva,fmdp