Vigilância Ambiental faz alerta contra leptospirose

O verão, estação marcada por chuvas intensas e ocorrência de enchentes, se caracteriza também como uma época propícia ao aumento da incidência de diversas doenças, entre elas a leptospirose. Segundo a Vigilância Ambiental em Saúde (VAS) de Botucatu, é necessário tomar algumas precauções para evitar o contato com a “leptospira”, bactéria que se aloja nos rins dos roedores e contamina a água, o solo e os alimentos por meio da urina desses animais.

Segundo Valdinei Moraes Campanucci da Silva, supervisor de serviços de saúde ambiental e animal da VAS, Botucatu não é uma região endêmica da leptospirose, ou seja, são raros os casos contraídos no Município. Entretanto, há presença de roedores na Cidade e manter sua população controlada é de suma importância para que não haja surtos da doença.

“Caso haja a necessidade de entrar em contato com água de enxurrada ou lama, deve-se utilizar botas e luvas de borracha, pois estas são impermeáveis e impedem a penetração da bactéria na pele”, reforça Campanucci.

{n}Sintomas {/n}

Os mais comuns são febre, dores de cabeça, dor muscular, falta de apetite, náuseas, vômitos, diarreia e urina escura. Ao apresentar estes sintomas, deve-se procurar atendimento médico e relatar as situações de risco ocorridas durante os últimos 30 dias, tais como: contato com água, solo ou alimentos que possam estar contaminados pela urina dos roedores; contato direto com roedores ou outros animais que possam ser reservatórios da bactéria (gambás, preás, roedores silvestres); condições propícias ? proliferação de ratos em locais de trabalho e moradia.

{n}Sobre a leptospirose{/n}

A leptospirose é uma doença transmitida através da urina dos ratos urbanos. Trata-se de uma zoonose de grande importância social e econômica por apresentar elevada incidência em determinadas regiões, alto custo hospitalar e perdas de dias de trabalho, como também por sua letalidade que pode chegar a 40% nos casos mais graves.

A leptospira é uma bactéria que fica alojada nos rins dos roedores e a infecção humana se dá pela exposição direta ou indireta ? urina dos animais infectados. A penetração do microrganismo ocorre através da pele com presença de lesões, da pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou através das mucosas.

{n}Orientações {/n}

– Limpar diariamente, ao anoitecer, os locais onde as refeições são preparadas (piso, pia e mesa), consumidas (limpeza do cômodo após o uso) e utensílios. É importante determinar um único local comum para as refeições, de preferência a copa ou cozinha. Não se alimentar na sala ou nos quartos;

– Recolher os restos de alimento em sacos ou sacolas e deixá-los em lixeira com tampa até o dia da passagem da coleta de lixo pública;

– Colocar sacos, fardos, caixas e madeiras (vigas, caibros e troncos) sobre estrados com altura mínima de 40 cm, afastados uns dos outros e das paredes com espaçamento que permita a inspeção de todos os lados;

– Manter ralos e tampas de bueiros firmemente encaixados ou devidamente vedados com reboque;

– Remover e não permitir que sejam amontoados restos de capina, entulho de construção, lixo, troncos e galhos;

– Vistoriar carga e descarga de mercadorias para evitar o transporte passivo de camundongos.

– Manter armários, gavetas e depósitos arrumados e fechados, tomando cuidado com caixas de papelão e acúmulo de panos;

– Manter armários desencostados das paredes e entre si, com uma distância de cerca de 10 cm entre estes, bem como todo e qualquer objeto que facilite o acesso de roedores a locais elevados;

– Podar árvores ou plantas que encostem em muro ou no telhado, facilitando o acesso de roedores ao telhado ou forro;

– Buracos e vãos entre telhas devem ser vedados com argamassa adequada;

– Colocar telas removíveis em abertura de aeração, entrada de condutores de eletricidade ou vãos de adutores de qualquer natureza.