Suspeita de hacker em site da Prefeitura é investigado

O PT de Botucatu está pedindo que a Justiça Eleitoral investigue um suposto caso de invasão de um hacker no site oficial de Prefeitura Municipal de Botucatu. O partido entende que pode ter havido crime eleitoral  com uso de um órgão oficial para  fins eleitorais  Isso porque  esta semana os meios de comunicação de Botucatu e região receberam um e-mail  com o logotipo da  Prefeitura de Botucatu convidando para a inauguração do Bom Prato, na Unesp de Botucatu.

Entretanto, na parte superior do texto tinha os seguintes dizeres: “Chegou a hora de levarmos Aécio para o segundo turno pra tirar essa quadrilha que atende pelo nome do PT no poder”. A prefeitura nega que a mensagem ofensiva partiu dos computadores do órgão e suspeita de invasão de hackers para incriminar o governo municipal.

Em informática, hacker é um indivíduo que se dedica, com intensidade incomum, a conhecer e modificar os aspectos mais internos de dispositivos, programas e redes de computadores. Graças a esses conhecimentos, um hacker frequentemente consegue obter soluções e efeitos extraordinários, que extrapolam os limites do funcionamento “normal” dos sistemas como previstos pelos seus criadores; incluindo, por exemplo, contornar as barreiras que supostamente deveriam impedir o controle de certos sistemas e acesso a certos dados

O vereador Lelo Pagani (PT) enfatizou que o partido pretende pedir à Justiça Eleitoral de Botucatu para apurar se houve crime eleitoral e se há envolvimento de algum servidor público municipal. “É preciso apurar para saber de quem é a responsabilidade”, afirmou.  Pagani também pretende levar o caso à Câmara de Botucatu na sessão de segunda-feira.

Foi o secretário municipal de Comunicação, Carlos Alberto Pessoa que  informou que a prefeitura tinha sido,  supostamente, alvo da ação de hackers e negado que a mensagem tenha partido da administração. Garante que será aberta uma sindicância para que os fatos sejam apurados.

Segundo ele, o portal da prefeitura foi desativado de forma preventiva para a conservação da integralidade dos dados e informações, retornando minutos mais tarde. Horas depois, a assessoria distribuiu o mesmo convite, mas com a informação para desconsiderar o teor da mensagem anteriormente distribuída. “Nem é a opinião da atual Administração, a qual, inclusive por dever institucional é apartidária, imparcial, democrática e não comunga com as posições pessoais ou de segmentos”.