Prefeitura apresenta projeto de novo distrito industrial

Há mais de 15 anos Botucatu não abre um novo distrito industrial. Para atender a crescente demanda de empresas por terrenos para iniciar ou ampliar suas atividades, no primeiro mandato do prefeito João Cury foi adquirida uma área de 450 mil metros quadrados, ao lado do Distrito Industrial III, para viabilizar a criação do Distrito Industrial IV.

O projeto original teve que ser revisto já que o município havia doado uma área de 234 mil m2 para que a Irizar construísse sua nova fábrica no local. Por uma série de fatores, a empresa decidiu adiar esse novo investimento e devolveu o terreno. A partir dessa nova realidade, a Prefeitura teve que reformular o projeto. A nova proposta foi apresentada na última sexta-feira (19), em reunião com diversos representantes de empresas interessadas que já acionaram a prefeitura em busca de terrenos. O encontro contou com as presenças do prefeito João Cury e do secretário municipal de Desenvolvimento, Edison Baptistão.

O novo projeto prevê a criação de 134 lotes no Distrito Industrial IV. A prioridade será atender as pequenas e médias empresas. Ao contrário do Distrito III, onde os lotes tinham metragem mínima de 1.500 m2, desta vez a metragem mínima será de 1.000 m2. As ruas projetadas terão 20 metros de largura e o empreendimento contará com infra-estrtutura completa (água, esgoto, energia elétrica, guias, sarjetas e asfalto).   

o prolongamento da estrada Domingos Papa e que se estenderá até a alça do trevo de Toledo. A ideia é tirar a circulação de veículos da Rodovia Marechal Rondon para oferecer mais segurança aos empresários e aos funcionários dos distritos III e IV. Só no Distrito III, hoje, são cerca de 1.000 trabalhadores.

“O projeto está pronto para ser enviado aos órgãos competentes para aprovação. Isso inclui Cetesb, CPFL e Sabesp. Acreditamos que até o início de 2015 teremos a área liberada para iniciar os processos de doação dos lotes”, prevê Baptistão.

Durante a reunião os empresários tiveram a oportunidade de sanar uma série de dúvidas e conhecer em detalhes os planos da Prefeitura em relação ao novo distrito industrial a ser construído. A prioridade agora é que os interessados na doação de lotes atualizem toda a documentação e o plano de negócios que passará por análise dos órgãos competentes.  Quando o termo de cessão de uso das áreas for assinado, cada empresa terá 90 dias para começar as obras e 360 dias para conclui-las.

“Existe um valor por trás dessa reunião. É o reconhecimento àqueles que já acreditaram na cidade, que estão aqui e tem potencial para crescer. Com esse novo projeto estamos fazendo um gesto de gratidão àqueles que querem crescer e ampliar seus negócios. Além do distrito industrial 4, a Prefeitura vai disponibilizar mais 200 mil metros quadrados no Parque Tecnológico para atrair novas empresas de base tecnológica. Com isso, a cidade se abre para receber novas oportunidades de negócio”, enfatiza o prefeito. 

Um exemplo concreto do apoio que a Prefeitura tem oferecido no sentido de criar facilidades para quem deseja empreender em Botucatu é a concessão de alvarás. O atual governo fez o tempo de espera para uma empresa obter alvará o documento caiu de, em média, 15 a 20 dias, para apenas 48 horas. Se a pessoa tiver todos os documentos em ordem o alvará pode sair até em 42 segundos.

“Hoje, empreender no Brasil é uma aventura devido ao alto grau de incerteza, que é cada vez maior. O processo de desindustrialização que assola o país nos preocupa. Temos vários problemas como a falta de segurança jurídica, a alta carga tributária e a burocracia que compromete a competitividade de nossas empresas. Aqui em Botucatu é diferente. Quem quer empreender deve ter todo o apoio, apreço e atenção da Prefeitura. Houve uma mudança de conceito. Não devemos apenas não atrapalhar, o poder público tem que ajudar efetivamente”, ressalta Cury.

O prefeito aproveitou a presença dos empresários para anunciar que está em fase de negociação a construção de um conjunto habitacional com cerca de mil casas voltado a famílias da chamada Faixa 2, acima de R$ 1.600,00. “Nossa intenção é que o funcionário das empresas dos distritos 3 e 4 possam morar perto do trabalho”, completou Cury.

 

Da Assessoria