Praça de Botucatu terá memorial de Oswaldo Bratke

Foto: Divulgação

 

O arquiteto Carlos Bratke foi convidado pela prefeitura de Botucatu para realizar o projeto de um memorial em homenagem ao seu pai Oswaldo Arthur Bratke, considerado um dos mais importantes nomes da arquitetura paulista e nascido e criado na cidade.

A obra será erguida na praça Carlos Cesar, na entrada de Botucatu na rotatória no final da Rodovia Professor João Hipólito Martins com Avenida Pedretti Neto e Rua Emilio Cani, região da Cecap. Projeto relembra o trabalho do homenageado usando as mesmas características do arquiteto: traços geométricos e puros.

Sempre a frente de seu tempo Carlos Bratke é conhecido pela ousadia e criatividade marca registrada em todos os seus projetos, sejam comerciais, residenciais ou públicos, espalhados pelas capital e interior do Brasil e até no Exterior (Nova York, Punta Del Leste, etc.). Para se ter ideia é dele o projeto dos Relógios de Rua de São Paulo; do famoso edifício Robocop na Marginal  Pinheiros em  São Paulo e também é o responsável pelos projetos de 62 dos prédios  mais estilosos da Luiz Carlos Berrini (SP) , um dos maiores centros comerciais da cidade.

Aos 72 anos o arquiteto que se diz sempre pronto para novos projetos e desafios, no final do ano estará completando 50 anos de carreira e não faltam motivos para comemoração, já que alguns de seus mais recentes projetos serão erguidos em 2015.

Entre eles o Teatro de Ópera em Campinas (SP) com ares europeus, linhas contemporâneas e tecnologia avançada; o Novo Centro Cultural na Fundação Oscar Americano (SP) onde Bratke teve o desafio de projetar algo novo e arrojado sem interferir na paisagem e construção original que data de 1952; o Shopping Center na Rodovia Raposo Tavares e aquele que o tocou mais profundamente: o Memorial em Botucatu em homenagem ao seu pai.

Bratke atribui seu sucesso a inovação e amor pela profissão. Realça que procurar fazer tudo com muito amor, fugindo da mesmice e desde o início da sua carreira sempre procurou soluções criativas, arrojadas e bem resolvidas além de explorar novos materiais continuamente e preocupar-se com o meio ambiente.

“A arquitetura é uma arte utilitária, um abrigo para qualquer atividade e quero que as pessoas se sintam felizes e realizadas dentro dele. Hoje temos varias linguagens e tudo é permitido. O  problema é quando os clientes fantasiam  imaginando obras que não são adequadas ao nosso tempo  porque ninguém sai mais de charrete nas ruas”, coloca.