Obras visam minimizar impactos das chuvas

O período de chuvas mais intensas ainda está um pouco distante. Mas a Prefeitura de Botucatu não pretende deixar para o verão ações que podem minimizar o impacto que as águas pluviais possam provocar na Cidade, principalmente naqueles locais que há anos permanecem com monitoramento constante da Defesa Civil.

É o caso de duas áreas com erosão nas margens do Ribeirão Lavapés, região entre o Centro e a Vila Maria. Uma fica na descida da Rua Tiradentes, no trecho projetado para ser uma Avenida Marginal. A outra é ao lado da Rua Antonio Américo Coutinho, entroncamento com a Rua Curuzu.

Nestes dois locais pretende-se recompor as margens do ribeirão com serviços de aterramento. Para isso a Prefeitura estabeleceu parceria com empresas de terraplanagem e caçambeiros credenciados que terão autorização de fazer depósito de terra no local da erosão, sempre com a supervisão da Defesa Civil, Secretarias Municipais de Obras e de Meio Ambiente.

“Não será autorizado depósito de lixo orgânico até porque esta é uma Área de Preservação Permanente com licenciamento emergencial junto ? Cetesb e conhecimento da Policia Ambiental. Nossa intenção é, assim que o aterramento for finalizado, corrigir o leito do rio e fazer o plantio de grama e árvores nativas, que ajudarão a conter futuras erosões”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente, Perseu Mariani.

Máquinas da Secretaria Municipal de Obras e das próprias empresas de terraplanagem ajudarão a compactar o solo. “Uma obra como esta custaria ? Prefeitura algo em torno de R$ 700 mil. Estimamos que seja preciso mais de 2 mil caminhões de terra para recompor essas erosões”, estima o coordenador da Defesa Civil, Paulo Renato da Silva, que já providenciou a desocupação de três imóveis próximos ? erosão da Avenida Marginal do Lavapés.

O prefeito João Cury Neto reforça que esta ação planejada une diferentes setores do Poder Público na solução dos problemas causados pelas chuvas. “A Cidade precisa estar preparada para que na época de chuvas mais fortes a população esteja em segurança. No início deste ano conseguimos reduzir em 30% os impactos com a chuva justamente porque atuamos preventivamente”, argumenta.

{n}Galerias são prioridade{/n}

Investimento em obras de infraestrutura promovidas pela Prefeitura nos últimos quatro anos também tem um peso considerável para que catástrofes não ocorram devido ? s fortes chuvas. Desde 2009 até 2012 foram construídos mais de seis quilômetros lineares de galerias pluviais, em pontos da Cidade que há tempos sofriam com alagamentos e erosões por não possuírem uma infraestrutura básica para captação destas águas.

Um bom exemplo pode ser visto hoje na Rua Vitor Atti, confluência com a Rua Tenente João Francisco, Vila dos Lavradores. No local foram construídos mais de 270 metros de galerias que direcionam a água das chuvas ao córrego ? antiga estação da Fepasa, evitando que imóveis e pedestres sofressem com os alagamentos constantes no local.

Em andamento, na região do Comerciários, o Poder Público Municipal investe na construção de uma escada de gabião para a captação de água das chuvas para a conservação da nascente do Córrego do Tenente.

Outras obras de prevenção aos impactos da chuva em Botucatu também podem ser citadas como galeria e pavimentação da Estrada dos Oyan; galerias na Rua Joaquim Barreiros e escada dissipadora na Rua Salim Kahil, região da Cecap; construção de muro de contenção na ponte da Rua Raphael Sampaio.

O secretário municipal de Obras, André Luiz Peres, ressalta que investimentos em serviços de drenagem urbana tem sido prioridade da atual Administração Municipal e que outros projetos devem sair do papel ainda este ano.

Destaque para a construção de uma galeria com dois mil metros de extensão na Rua Jaguaribe, Vila Antártica, que deverá ser licitada no final deste mês de julho. Além de outra galeria no mesmo bairro, com 260 metros lineares na extensão da Rua Stelia Paulini Lunardi, obra esta que está em fase de conclusão.

Até o final do ano, o plano de obras da Prefeitura de Botucatu é construir pouco mais de quatro quilômetros de galerias pluviais, investimento de quase R$ 4 milhões. Isso sem contar possíveis convênios com as esferas federal e estadual que possam ajudar na execução de outros projetos.

“Temos outras obras de galeria que estão em fase de estudo na Secretaria de Obras que beneficiarão bairros como o Jardim Tropical, Real Park, Vila Real, Parque Tupi, Rubião Júnior, entre outros. Esse é um tipo de serviço que muitas prefeituras prorrogam em fazer porque não é algo visível aos olhos da população, mas ela é de extrema importância para a própria conservação e pavimentação das vias que se deterioram mais facilmente quando não possuem essa infraestrutura de drenagem urbana”, argumenta.

{n}Piscinões{/n}

Paralelamente, a Prefeitura de Botucatu tem acompanhado de perto os cronogramas dos projetos de construção dos cinco “piscinões” através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 do Governo Federal. O convênio foi assinado pelo prefeito João Cury Neto e representantes da Caixa Econômica Federal em 31 de agosto de 2011. O acordo garantiu a liberação de R$ 39.807.839,44.

Atualmente, a empresa Matriz Gerenciamento de Projetos Ltda. ME, vencedora da licitação em outubro de 2012, trabalha na validação dos projetos executivos para a construção destas barragens que amortecerão as cheias no Município. O prazo para entrega dos projetos é de 180 dias.

As barragens contarão com comportas para regular a vazão das águas e serão construídas nos seguintes córregos estratégicos: Lavapés [área ao lado da Rodovia Gastão Dal Farra]; Água Fria [área localizada na bifurcação entre as ruas Joaquim Marins e da Amizade, região do bairro Recanto Azul]; Cascata [terreno ao lado do Residencial Spazio Verde, defronte ? Rodovia Marechal Rondon]; Antártica [área defronte ao final da Rua 1º de Maio]; e Tenente [próximo ao Conjunto Habitacional Amando de Barros Sobrinho, na região da Vila Cidade Jardim].

O reservatório do Córrego da Água Fria, por exemplo, beneficiará toda a baixada próxima ao Terminal Rodoviário, que sofre com enchentes em dias de chuva forte. Já a do Córrego do Tenente ajudará a drenar toda a água que desce da região do Asilo e se acumula na Rua Independência. A proposta é que o entorno dos locais que abrigarão essas barragens seja revitalizado com a construção de um parque linear, que receberá equipamentos voltados ? recreação e ao lazer da população.