Família é roubada e mantida refém em fazenda

A Polícia Civil de Botucatu através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) está trabalhando para elucidar a um roubo com tomada de refém ocorrido na Fazenda São Bento, zona rural de Botucatu. Foram mantidos em cárcere privado durante toda a noite, Nelson Cordeiro, 57, Antônio Cordeiro, 48, José Carlos Cordeiro, 53 e Alcir Antônio Momesso, 57.

No relatório policial está contido que na noite de terça-feira, por volta das 19h30, a viatura da Polícia Militar (PM), com o soldado Garcia e a policial feminina Fátima compareceu na Fazenda São Bento, na zona rural da cidade, para atender a um caso de roubo, com tomada de refém, cometido por uma quadrilha composta por cerca de 15 homens encapuzados fortemente armados com revólveres, espingardas e facas.

Os quadrilheiros mantiveram a família sob refém durante toda a noite e somente a liberou na manhã de ontem (quarta-feira), por volta das 6 horas. Enquanto a família era mantida refém, os marginais subtraíram da fazenda 100 cabeças de gado da espécie nelore, alguns com a marca “N” na paleta traseira lado direito e outros com a marca “ML”, no mesmo local e lado.

A polícia tem a suspeita de que para levar esse montante de gado os marginais fizeram várias “viagens” transportando as reses em caminhões, num “trabalho” que levou a noite inteira para ser concluído. Não está descartada a possibilidade de o gado ter sido levado a uma propriedade rural na região.

Além do gado os bandidos levaram 14 sacos de sal mineral, R$ 4.200,00, um aparelho play station 2 completo com jogos, uma batedeira da marca Arno, um liquidificador, um espremedor de frutas, um ventilador, uma máquina Vap, um relógio de pulso, um par de tênis, utensílios domésticos, diversos tipos de mantimentos, roupas femininas e masculinas, calçados masculinos e femininos, um galão contendo 35 litros de gasolina, dois telefones celulares e dois cartões de crédito.

Os policiais acompanharam a família até o plantão permanente, onde prestou depoimento ? autoridade policial civil, para as providências cabíveis ao fato. O crime, então, passou a ser investigado pela equipe especializada em furtos e roubos da (DIG.

“O trabalho investigativo está sendo feito para levantar as pistas que poderão nos fazer identificar os criminosos para que as prisões sejam feitas. Já contamos com alguns indícios de autoria e acreditamos que nas próximas horas poderemos ter novidades. Não vamos detalhar nossa estratégia de trabalho para não comprometer as investigações. O que podemos adiantar é que já temos indícios de autoria”, colocou o delegado titular da DIG Celso Olindo (foto), que não descarta a possibilidade de que o gado ainda esteja na região, mas pode ter sido transportado, até mesmo, para outro Estado.

“Numa investigação policial a gente não pode descartar nenhuma possibilidade. Por isso tudo está sendo analisado para que o crime seja esclarecido e seus autores presos”, acrescentou Olindo.

Foto: Fernando Ribeiro