Botucatu entre as 40 com melhor IDH do País

Foto: Valéria Cuter

De acordo com informações passadas pela assessoria da Prefeitura Municipal, baseando-se em indicação do Atlas do Desenvolvimento Humano 2013 divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), agência líder da rede global de desenvolvimento da ONU, Botucatu ocupa a 40º posição no Brasil (5.565 municípios) com melhor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e a 22º posição no Estado de São Paulo (645 municípios).

Para formular o ranking de IDH foram levadas em conta informações do censo demográfico de 2010, feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como este último atlas foi desenvolvido sob uma nova metodologia, o Pnud ainda trabalha para ranquear os municípios de acordo com os relatórios de 1991 e 2000.

O atual índice de Botucatu é de 0,800, classificado como “muito alto”. Até 1991, o IDHM da Cidade era de 0,588 e passou para 0,718 no ano 2000. O IDH dos municípios vai de 0 a 1: quanto mais próximo de zero, pior o desenvolvimento humano; quanto mais próximo de um, melhor. O índice considera indicadores de longevidade (saúde), renda e educação. Pelo IDHM, Botucatu está a frente de cidades importantes e pujantes economicamente como Marília, Sorocaba, Paulínia, Piracicaba, Araçatuba, entre outras.

No caso de Botucatu, o melhor índice é o de longevidade. Em 1991, a expectativa de vida do botucatuense era de 68 anos (índice de 0,731). Pelo novo Atlas do Desenvolvimento Humano, essa expectativa sobe para 77 anos (índice de 0,869). A média estadual é de 75,7 anos e para o País de 73,9 anos.

Na outra ponta, a mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) em Botucatu passou de 18,2 por mil nascidos vivos em 2000 para 10,8 por mil nascidos vivos em 2010, redução de 40%. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do estado e do país eram 13,9 e 16,7 por mil nascidos vivos, respectivamente.

Os níveis de educação também aumentaram consideravelmente em Botucatu nas últimas duas décadas. Em 1991 o IDH de Educação era de 0,387 e pulou para 0,746 em 2010. Para se ter ideia, o Pnud atenta que 46,78% das crianças com 4 e 5 anos estavam fora da escola até o ano 2000. Dez anos depois esse percentual despencou para 8,76%. A percentagem de jovens de 15 a 24 anos que não estudam, nem trabalham e são vulneráveis ? pobreza também caiu: 9,20% em 2000 para 5,88% em 2010.

A renda da população também acompanhou o aumento da escolaridade da população. A renda per capita média de Botucatu cresceu 53,95% nas últimas duas décadas, passando de R$707,42 em 1991; para R$ 840,51 em 2000; e R$1.089,10 em 2010. A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70) passou de 2,41% em 1991 para 2,41% em 2000 e para 0,74% em 2010.

{n}Qualidade de vida[/n}

Para o prefeito João Cury Neto, estes novos índices com chancela da ONU legitimam o atual momento pelo qual passa a Cidade, de desenvolvimento com foco na qualidade de vida das pessoas.

“Temos que nos permitir festejar esses números, sem deixar de trabalhar com responsabilidade. Isso é mais um trabalho de transpiração do que inspiração e que tem envolvido todas as entidades vivas de Botucatu. Buscamos sim o desenvolvimento, mas não a qualquer custo”, avalia.

O Chefe do Executivo Municipal enaltece a duplicação de investimentos feitos na saúde, a ampliação de espaços de lazer com a instalação de academias ao ar livre, os excelentes índices relacionados ? segurança pública, e maior oferta de vagas em escolas, principalmente na Educação Infantil, promovidos nos últimos quatro anos. Mas para ele, o combate ao desemprego é a maior política social que o Poder Público pode proporcionar ? população.

“O emprego melhora a autoestima e consequentemente a saúde das pessoas, especialmente no convívio familiar. O nível de escolaridade aumenta o nível salarial e as oportunidades no mercado. Por isso temos investido mais em qualificação, como jamais havia sido feito antes em Botucatu. Não é a toa que no primeiro semestre deste ano criamos mais de 2 mil vagas de emprego com carteira assinada, melhor resultado desde 2007”, argumenta.