Atrasos marcam desfiles de carnaval em Botucatu

Após muitas críticas no último domingo, 07, por conta do atraso no início dos desfiles de blocos e escolas de Samba na Rua Amando de Barros, o problema voltou a incomodar as pessoas que foram assistir as agremiações na noite desta terça, 09, segundo e último dia de apresentações do carnaval 2016.

Marcado para começar às 19h30min, os passistas da escola Nenê de Vila Mariana, terceira colocada na apuração, iniciaram o desfile apenas quando os relógios apontavam 20h32min, ou seja, uma hora de atraso. Não bastasse isso, o tempo de espera para segunda agremiação da noite, a segunda colocada Gente Unida de Vila Maria, foi de 50 minutos.

O fato gerou insatisfação por parte das pessoas que estavam presenciando o desfecho do Carnaval botucatuense. Aliás, o público foi muito bom na Rua Amando, e mesmo com o atraso, vibraram com as três escolas presentes, em especial a Acadêmicos do Império, grande vencedora em 2016. Com muita animação, a escola do Parque Marajoara esbanjou alegria e irreverência no desfile.  

Osni Ribeiro, Secretário Municipal de Cultura, reconheceu as falhas no atraso dos desfiles. Em entrevista ao Jornal Acontece, ele afirmou que o trabalho foi muito difícil para uma equipe pequena. “Com relação aos problemas de atraso, foi muito difícil. A Secretaria de Cultura tem uma equipe pequena, são quatro ou cinco pessoas que ficam correndo entre concentração, transporte cedido pela Educação para trazer os carnavalescos, som, enfim, muita coisa. Apesar das limitações, acho que conseguimos fazer um carnaval bonito”, disse o secretário.

Festa pela cidade 

Além dos desfiles de blocos e escolas em dois dias, diversas atrações marcaram o carnaval popular em Botucatu. Bailes animaram os foliões nos bairros da Mina, Rio Bonito, César Neto e Caimã, no Distrito de Rubião Júnior, a novidade deste ano. “O balanço é positivo. É preciso que cada vez mais as comunidades desses bairros se engajem, já que o carnaval é da comunidade e não da prefeitura. Tivemos uma evolução, mas ainda tem muito que ser construído, tem muito chão, mas acho que estamos no caminho certo”, concluiu Osni Ribeiro.