Vigilância Ambiental divulga resultado satisfatório de Avaliação de Densidade Larvária

 

A Vigilância Ambiental em Saúde Ambiental realizou neste mês de julho a Avaliação de Densidade Larvária (ADL), atividade que tem por objetivo medir o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti em sua fase larvária e identificar quais são os recipientes existentes nos imóveis que estão se tornando criadouros deste inseto.

A ADL apontou que a cada 100 imóveis trabalhados, 0,9 estavam com larvas de Aedes aegypti. Este índice é considerado satisfatório, pois a classificação proposta pelo Ministério da Saúde é de que, no caso de menos de 1% dos imóveis avaliados estiverem com larvas, o resultado é satisfatório.  Se o apontado for de 1 a 3,9% dos imóveis, representa sinal de alerta e acima de 4% risco de transmissão das arboviroses como a dengue, Chikungunya e Zika vírus.

A região norte de Botucatu apresentou um índice mais elevado, com 1,83% dos imóveis trabalhados estarem com larvas de Aedes aegypti.

“Por conta desse resultado na região norte, no mês de agosto será realizada uma intensificação nesta região através dos agentes de combate às endemias. Pedimos a colaboração da população para que nos ajude, não deixando recipiente com água parada sem a manutenção adequada”, afirmou Valdinei Campanucci, Supervisor de Serviços de Saúde Ambiental e Animal.

A região sul apresentou um índice de 0,17% dos imóveis trabalhados com larvas de Aedes aegypti, a região central/oeste 0,83% e a região leste 0,67%.

O ADL avaliou também que 82% dos recipientes com larvas, do mosquito Aedes aegypti, são aqueles não podem ser eliminados pela população, como os ralos, bebedouros de consumo animal, pratos de plantas, entre outros.

Neste período de estiagem (pouca chuva), os recipientes abastecidos mecanicamente pela população são os que mais contribuem para a proliferação de mosquito dos mosquitos no ambiente, portanto necessitam de manutenção constante.

A eliminação das condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti deverá ser intensificada nos meses de agosto a novembro, para que nos meses mais quentes e mais chuvosos (dezembro a abril) haja baixo índice de infestação e, consequentemente, menor circulação do vírus da dengue no Município.

Em 2021 foram confirmados em Botucatu um caso importado de Chikungunya e 54 casos de dengue, sendo 41 casos autóctones e 13 importados.