Vacinação em massa de Botucatu será no domingo, dia 16

Informação foi dada pelo Prefeito de Botucatu Mário Pardini. Data só será alterada se doses não chegarem

A Prefeitura de Botucatu pretende realizar a vacinação em massa da população do município em apenas um dia e a data escolhida foi o domingo, 16 de maio. Embora tenha dito que as informações só sairiam pelos canais oficiais, o próprio Prefeito de Botucatu, Mário Pardini, confirmou o fato em entrevista à Rádio Municipalista nesta segunda-feira, dia 10.

O projeto que parece ousado, será concretizado com a colaboração de vários setores de Botucatu, tendo a Justiça Eleitoral como uma figura central. O município aguarda as doses vindas do Ministério da Saúde. Segundo Pardini, a data só será alterada se os imunizantes não chegarem.

Diversos funcionários da saúde e colaboradores da Justiça Eleitoral já foram convocados para o domingo próximo. Somente nas escolas serão aproximadamente 800 colaboradores, além dos profissionais da saúde do município, Hospital das Clínicas e Unimed, que também serão voluntários.

Hoje em entrevista à Rádio Criativa FM, o Comandante da 1ª Companhia da Polícia Militar, Capitão PM Marioto, disse que já há um plano traçado entre as forças de segurança para o próximo domingo durante vacinação em massa. A ideia é colocar um policial em cada ponto de vacinação.

No total, são 45 pontos definidos, com 303  “seções de vacinação”. A Prefeitura ainda dará mais detalhes da ação durante a semana. Haverá pontos de apoio e locais para quem não vota em Botucatu, porém, tem como comprovar que reside no município.

Segundo informações obtidas pelo Acontece Botucatu, o plano estratégico vai seguir os mesmos moldes de um dia de eleição, quando toda a população vai às urnas para escolher candidatos. Porém, dessa vez, ao invés de usar o dedo para votar, o cidadão mostra o braço e recebe a vacina.

Vai funcionar da seguinte forma:

1 – Cada cidadão se desloca para sua sessão eleitoral (escolas ou locais de votação)

2 – O eleitor/morador passará por uma triagem, com situação eleitoral, ou seja, portando seu título e documentos, comprovante de residência, entre outros pontos que ainda serão definidos para dar rigor ao processo.

3 – Aprovado em sua sessão eleitoral, o eleitor/morador ganha da Justiça Eleitoral uma identificação de autorização e vai até o local de vacinação, que deverá ser no mesmo local, ou seja, no pátio da escola ou local de votação, onde apresentará esse ‘passaporte’.

4 – Quem não vota em Botucatu ou não está apto com sua situação eleitoral, terá outro local para comprovar com demais documentos que realmente mora em Botucatu. O Ginásio Municipal foi o local escolhido.

5 – Forças de Segurança (Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal) deverão dar suporte em todos os locais de vacinação e coibir a presença de pessoas não aptas a receber o imunizante.

Um dado importante: A Justiça Eleitoral bloqueou as transferências de títulos durante o período de pesquisa e vacinação. Só serão válidos os pedidos já feitos em um período anterior ao da divulgação da vacinação em massa.

O estudo 

A pesquisa foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e estará apta para começar em breve. As doses da vacina AstraZeneca/Oxford serão doadas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) ao estudo.

O município tem cerca de 150 mil habitantes – 106 mil são maiores de 18 anos. Pelo projeto de vacinação em massa, todos esses serão vacinados, e os casos positivos na região, sequenciados. Com isso, será possível saber a efetividade da vacina produzida pela Fiocruz contra todas as cepas que circulam na cidade.

Trata-se de um estudo clínico muito complexo. A proposta de realização dessa pesquisa envolve o laboratório AstraZeneca, Universidade de Oxford, Fiocruz, Fundação Gates, Unesp/HCFMB, Prefeitura de Botucatu e Embaixada do Reino Unido.

Além da efetividade contra as variantes, a pesquisa servirá de subsídio para comparar o quão eficiente foi a vacinação em massa em relação aos outros municípios da região. Botucatu conta com uma unidade do Hospital das Clínicas da Unesp, o que faz do município um polo de referência em relação às localidades vizinhas.

O estudo terá uma duração estimada de oito meses, que incluirá a aplicação das duas doses e o acompanhamento da população que recebeu essas vacinas.