Técnicos recomendam aprovar uso emergencial da vacina de Oxford

A área técnica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recomendou neste domingo (17) a aprovação do uso emergencial da vacina de Oxford.

A decisão, tomada pela gerência geral de medicamentos da Anvisa, leva em conta o cenário da pandemia, o aumento de casos e a ausência de terapias, e condiciona a decisão ao monitoramento das incertezas e a avaliação periódica e ao acompanhamento do desempenho da vacina.

Quatro estudos basearam a análise da Anvisa, dois deles realizados no Reino Unido, um no Brasil e um na África do Sul. Além desde quatro estudos submetidos à Anvisa, há outros estudos conduzidos em outros países, como Japão, Quênia, Chile e países europeus que estão em andamento para avaliar diferentes respostas pra aferir a eficácia dessa vacina.

Entre os resultados dos estudos submetidos à Anvisa, um dos destaques é que não houve casos de hospitalização, doença severa, necessidade de tratamento intensivo ou morte. A situação é a mesma também entre os adultos com comorbidades. “A vacina protege aqueles que tem comorbidades no sentido de não irm a uma doença mais grave”, afrimou Leonardo Fábio Filho, da equipe de estatística da Anvisa.

Sobre a eficácia para população idosa, também são necessários novos dados, pois a amostra de participantes com mais de 65 anos foi considerada muito pequena.

Outra conclusão dos estudos é que intervalos de doses mais longos estão relacionados a respostas mais altas induzidas pela segunda dose. A maior eficácia da vacina foi associada a um maior intervalo de doses de oito e 12 semanas. Com base nas informações, no entanto, não é possível concluir sobre a eficácia quando os intervalos são menores do que oito semanas. Mais dados de intervalo de quatro a seis semanas serão submetidos a partir de análises de estudos em andamento.

Fonte: R7

Área técnica da Anvisa recomenda aprovação de uso emergencial da CoronaVac