Rede Psicossocial é discutida em Botucatu

Márcio Pinheiro Machado, psicólogo do NASF (Igor Medeiros via 4toques comunicação)

O que fazer quando os serviços de saúde de uma Cidade são acionados por conta de um caso de surto psicótico, intoxicação por uso de substância química ou mesmo uma tentativa de suicídio? Na noite desta terça (26), no auditório da Secretaria de Saúde de Botucatu, Márcio Pinheiro Machado, psicólogo e coordenador do NASF (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), órgão vinculado à Fundação UNI, pode fazer estes e outros esclarecimentos em torno da Rede Psicossocial presente no Município. Na plateia, profissionais do SAMU-192, Guarda Civil Municipal e Corpo de Bombeiros.

Segundo Machado, essa integração dos serviços é altamente necessária. Não apenas para organização dos fluxos, como também para oferecer um atendimento mais eficiente e de qualidade à pessoa que sofra com qualquer tipo de transtorno mental. Ainda de acordo com ele, dados epidemiológicos estimam que 5% a 10% da população, de qualquer município, seja afetada por doenças desta natureza. Das mais comuns ou até os mais graves.

 

“Muitos profissionais não têm uma clareza para onde encaminhar casos assim. Às vezes aquilo que normalmente a gente encaminharia para um determinado serviço, a gente precisa fazer um manejo enquanto aguarda uma vaga. E esse grupo é quem vai ter o primeiro contato com este paciente. Então a gente precisa ir costurando e definindo junto, constantemente”, afirma.

“É comum, às vezes, um caso acionar demais o SAMU. E de repente não ser uma situação típica de emergência. Daí vamos com nossa equipe NASF ou da própria unidade de saúde fazer uma abordagem e tentar vincular essa pessoa a um serviço que seja mais adequado. Mas nem todos são casos graves a ponto de precisar de um serviço especializado. Por isso reiteramos que a maioria dos casos (mais de 80%) é atendida na Atenção Básica, pela própria equipe da unidade de saúde de cada região, que é a nossa porta de entrada”, complementa.