21 março 2026
Projeto DownHora propõe atendimento integral desde o nascimento e aponta falhas na atenção básica

A Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp) apresentou, nesta quarta-feira (18), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o projeto DownHora, voltado à assistência integral de crianças com Síndrome de Down na atenção primária à saúde.
A iniciativa foi debatida em audiência pública realizada em referência ao Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, e reúne parceria entre a FMB, a Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu e a Fapesp.
Coordenado pela professora Cátia Regina Branco da Fonseca, o projeto propõe a criação de protocolos e fluxos de atendimento desde o nascimento, com foco na organização do cuidado dentro do SUS.

Durante a apresentação, a coordenadora apontou falhas no sistema público.
“Quem são essas crianças, onde estão e como estão sendo atendidas? Hoje, os profissionais que atuam na atenção primária em saúde muitas vezes desconhecem as diretrizes de assistência específicas para a síndrome de Down”, afirmou.
Segundo ela, o projeto surge para enfrentar essa lacuna.
“É preciso discutir as potencialidades das pessoas com Down, o anticapacitismo e a inclusão educacional e social. O projeto DownHora é um exemplo de que é possível fazer a diferença quando o conhecimento acadêmico chega à ponta do atendimento. O espaço aberto na Alesp é fundamental para que possamos transformar essas evidências em políticas públicas efetivas”, completou.
O diretor da FMB, Carlos Magno Fortaleza, afirmou que Botucatu tem sido utilizada como base para desenvolvimento de políticas públicas na área da saúde.
“A universidade pública deve ser a fonte de pesquisas que gerem melhoria para a vida das pessoas. Nosso município e região são ‘pistas de prova’ de políticas públicas, com um SUS muito bem organizado. É orgulho para nós que o DownHora caminhe na mesma direção dos movimentos de equidade da Unesp”, disse.
Um dos diferenciais do projeto é o uso de tecnologia no acompanhamento dos pacientes. Equipes de saúde utilizam tablets para mapear e monitorar as crianças atendidas.
A expectativa é que o modelo desenvolvido em Botucatu possa ser expandido e adotado em outras cidades, servindo como referência para políticas públicas em nível estadual e federal.




Com informações da FMB/Unesp
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