Novos exames são implantados em Laboratório do HC de Botucatu

Saúde
Novos exames são implantados em Laboratório do HC de Botucatu 29 junho 2022

Com os novos procedimentos, Laboratório de Biotecnologia Aplicada (LBA) chegará ao número de sete tipos diferentes de exames, todos considerados de alta complexidade.

Atividades no Laboratório – Foto: Eliete Soares

Nas últimas semanas, o Laboratório de Biotecnologia Aplicada (LBA) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), por meio de seu Laboratório de Biologia Molecular (LBM), implantou novos exames em sua rotina, com o objetivo de aperfeiçoar os processos diagnósticos, beneficiando diretamente na assistência ao paciente e na produção de conhecimento científico.

Os novos exames já implantados na rotina do Laboratório realizam a detecção quantitativa do Citomegalovírus (CMV) e do Poliomavirus (BKV). Já o exame BCR-ABL quantitativo para as proteínas p210 e p190 está em fase de implementação, com previsão de ser realizado nos próximos meses. Com os novos procedimentos, o LBM chegará ao número de sete tipos diferentes de exames, todos considerados de alta complexidade.

Mas como surge a necessidade da implantação de um novo exame? Como é o processo de validação da metodologia relacionada a este procedimento? A Diretora do LBA, Profª. Rejane Maria Tommasini Grotto, explica como ocorre este fluxo. “Esta demanda parte dos profissionais da saúde que sinalizam demandas reprimidas ou ainda não contempladas pelo HCFMB ou por outros serviços de saúde. A partir desta necessidade, o Laboratório realiza a padronização da metodologia e, em seguida, disponibiliza o exame para ser solicitado e realizado”.

Importância dos novos exames para a assistência

Prof.ª Rejane explica que o CMV e o BKV são vírus bastante comuns na população e geralmente não são perigosos para a grande maioria das pessoas. “Entretanto, pacientes imunocomprometidos são mais susceptíveis à infecção por esses vírus. Para pacientes transplantados ou com alguma enfermidade que prejudique o sistema imunológico, é essencial acompanhar periodicamente a presença do vírus no sangue, para avaliar a necessidade de alguma intervenção médica. Em pacientes transplantados, a infecção não controlada pode levar, dentre outras complicações, à perda do transplante”.

Já a mutação BCR-ABL é uma alteração associada à Leucemia Mielóide Aguda (LMA), à Leucemia Mielóide Crônica (LMC) e à Leucemia Linfóide Aguda (LLA). “Este rearranjo pode ocorrer em diferentes pontos dos genes abl e bcr, resultando em diferentes proteínas, sendo as variantes mais prevalentes a p210 e p190. A variante p190 está normalmente associada às formas agudas de leucemias, como a LMA e a LLA; já a p210 está associada às fases crônicas da doença, observada na LMC. O exame quantitativo para BCR-ABL é realizado periodicamente, permitindo monitorar a doença e acompanhar os pacientes durante o tratamento”, explica a docente.

Além dos novos exames, o Laboratório já realiza as detecções quantitativas do RNA do HIV, do vírus da Hepatite C e do DNA do vírus da Hepatite B, além da detecção qualitativa do SARS-CoV-2 e do rastreamento epidemiológico molecular do vírus, conhecido como pool de saliva.

O Laboratório de Biologia Molecular do LBA do HCFMB já é ponto executor da Rede Nacional de carga viral do HIV, HBV e HCV do Ministério da Saúde, faz parte da Plataforma de Laboratórios para o Diagnóstico do SARS-CoV-2 e da Rede de Variantes Virais do Estado de São Paulo, oferecendo exames de alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Desenvolvimento de pesquisas em prol da saúde

Além dos procedimentos de rotina, o LBM também disponibiliza uma série de outros exames, realizados na forma de projetos de pesquisa, que podem ou não ser incorporados ao fluxo permanente do setor, dependendo da demanda.

“Atualmente, estamos realizando o painel respiratório, que conta com a detecção de 21 patógenos respiratórios diferentes, trazendo resultados importantes, sobretudo, no diagnóstico das infecções por estes vírus. Também estamos realizando a pesquisa de variantes virais do SARS-CoV-2, com o intuito de descobrir qual tipo de coronavírus aquele determinado paciente tinha”, afirma Prof.ª Rejane.

A docente também aponta alguns diferenciais da implantação de um exame pelo Laboratório e de sua disponibilização em prol da promoção da saúde. “Contamos com profissionais que possuem Mestrado e Doutorado na área de Biologia Molecular Aplicada à Virologia Humana, o que, além de trazer qualidade, faz com que a implementação de um exame ocorra de forma rápida e segura, assim que ocorre uma demanda desta natureza”, encerra.

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