Microrregião de Botucatu tem menor número de casos de dengue no estado

Saúde
Microrregião de Botucatu tem menor número de casos de dengue no estado 03 abril 2020

De acordo com os dados mais recentes sobre dengue divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a microrregião de Botucatu apresenta baixo número de casos confirmados da doença. Foram 32 entre os mais de 207 mil habitantes da localidade.

Município mais populoso da microrregião, Botucatu foi a cidade com maior número de casos – das 52 notificações, 19 foram confirmadas. O que chama atenção, nesse caso, é que em 12 vezes o vírus foi contraído fora do município, algo incomum segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde.

A prefeitura de Botucatu chegou a interromper a nebulização contra a dengue por conta das chuvas, mas retomou as atividades desde o dia 20 de março. Os agentes de combate às endemias visitam os imóveis previamente e orientam quanto à preparação do ambiente para receber a aplicação do inseticida.

O município de São Manuel ocupa a segunda colocação da microrregião em número de casos de dengue. São 12 casos confirmados entre os 19 notificados – em apenas uma ocasião houve infecção fora da cidade. Os municípios de Bofete, Conchas, Pardinho, e Pratânia não registraram ocorrências da doença até a divulgação dos últimos dados da Secretaria Estadual de Saúde.

De acordo com o superintendente de Controle de Endemias do Estado de São Paulo, Marcos Boulos, desde o ano passado há ações integradas entre estado e municípios para evitar aumento dos casos de dengue.

“Desde junho, julho, nós temos já o comitê de arboviroses com a gente, com os secretários municipais de saúde, em que nós fizemos uma comissão de acompanhamento, de trabalho, para fazer protocolos de atendimento, organizar também a questão do inseticida, do uso adequado nas regiões para evitar o aumento do mosquito.”

De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em todo o estado de São Paulo em 2020, foram 19 mortes em decorrência da dengue. Outros 105 mil casos são investigados.

Em relação às outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, ainda segundo o Boletim Epidemiológico, foram registrados cinco casos de Zika e 20 de chikungunya, contra 16 e 41 casos, respectivamente, no mesmo período do ano passado.

O Secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, alerta que o período de maior incidência da dengue no país vai coincidir, muito provavelmente, com o pico de contaminação do COVID-19 e, por isso, é fundamental que a população aproveite a quarentena para, também, se proteger do mosquito transmissor.

“Nós teremos, pelo menos, três epidemias simultâneas: coronavírus, que é uma novidade; teremos Influenza, que é uma rotina, todo ano acontece, e teremos, também, o pico de dengue. Então, é fundamental, e eu tenho chamado atenção, aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem os focos de dengue”.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja sua família. Para mais informações, acesse saúde.gov.br/combateaedes.

Fonte: Agência do Rádio

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