Microrregião de Botucatu tem menor número de casos de dengue no estado

De acordo com os dados mais recentes sobre dengue divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, a microrregião de Botucatu apresenta baixo número de casos confirmados da doença. Foram 32 entre os mais de 207 mil habitantes da localidade.

Município mais populoso da microrregião, Botucatu foi a cidade com maior número de casos – das 52 notificações, 19 foram confirmadas. O que chama atenção, nesse caso, é que em 12 vezes o vírus foi contraído fora do município, algo incomum segundo os dados da Secretaria Estadual de Saúde.

A prefeitura de Botucatu chegou a interromper a nebulização contra a dengue por conta das chuvas, mas retomou as atividades desde o dia 20 de março. Os agentes de combate às endemias visitam os imóveis previamente e orientam quanto à preparação do ambiente para receber a aplicação do inseticida.

O município de São Manuel ocupa a segunda colocação da microrregião em número de casos de dengue. São 12 casos confirmados entre os 19 notificados – em apenas uma ocasião houve infecção fora da cidade. Os municípios de Bofete, Conchas, Pardinho, e Pratânia não registraram ocorrências da doença até a divulgação dos últimos dados da Secretaria Estadual de Saúde.

De acordo com o superintendente de Controle de Endemias do Estado de São Paulo, Marcos Boulos, desde o ano passado há ações integradas entre estado e municípios para evitar aumento dos casos de dengue.

“Desde junho, julho, nós temos já o comitê de arboviroses com a gente, com os secretários municipais de saúde, em que nós fizemos uma comissão de acompanhamento, de trabalho, para fazer protocolos de atendimento, organizar também a questão do inseticida, do uso adequado nas regiões para evitar o aumento do mosquito.”

De acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde, em todo o estado de São Paulo em 2020, foram 19 mortes em decorrência da dengue. Outros 105 mil casos são investigados.

Em relação às outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, ainda segundo o Boletim Epidemiológico, foram registrados cinco casos de Zika e 20 de chikungunya, contra 16 e 41 casos, respectivamente, no mesmo período do ano passado.

O Secretário de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, alerta que o período de maior incidência da dengue no país vai coincidir, muito provavelmente, com o pico de contaminação do COVID-19 e, por isso, é fundamental que a população aproveite a quarentena para, também, se proteger do mosquito transmissor.

“Nós teremos, pelo menos, três epidemias simultâneas: coronavírus, que é uma novidade; teremos Influenza, que é uma rotina, todo ano acontece, e teremos, também, o pico de dengue. Então, é fundamental, e eu tenho chamado atenção, aproveitem que estão em casa e limpem o quintal, eliminem os focos de dengue”.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja sua família. Para mais informações, acesse saúde.gov.br/combateaedes.

Fonte: Agência do Rádio