HC de Botucatu realiza primeiro projeto de telemonitoramento voltado aos pacientes

Unidade recebe pacientes com diversas doenças respiratórias, que precisam continuar recebendo cuidados neste período

No mês de abril, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), vinculado à Universidade Estadual Paulista (Unesp), realizou seus primeiros procedimentos de telemonitoramento, em uma parceria entre o Departamento de Gestão de Atividades Acadêmicas (DGAA), o Centro de Informática Médica (CIMED) do Hospital e a disciplina de Pneumologia do Departamento de Clínica Médica da FMB.

Uma das responsáveis pelo procedimento, a vice-chefe da disciplina de Pneumologia Suzana Erico Tanni destaca que a unidade de saúde recebe pacientes com diversas doenças respiratórias, em sua maioria de apresentação mais grave, que precisam continuar recebendo cuidados para não apresentarem piora do quadro durante este período do ano e ao longo da pandemia da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus.

“Considerando a chegada da temperatura mais baixa, em que há mais risco de transmissão de vírus respiratórios, optamos por realizar telemonitoramento dos pacientes que são acompanhados nos nossos serviços para verificarmos a condição do quadro respiratório, orientar e sanar dúvidas que eles possam ter, além de identificar precocemente aqueles que merecem ser avaliados mais profundamente com atendimento presencial, de forma ordenada, a fim de evitar a exposição dos pacientes aos potenciais riscos durante a pandemia”, explica.

Agendamento

Todos os pacientes agendados nos ambulatórios da Pneumologia receberão contato, por videochamada, da equipe médica, com a utilização de ferramentas disponíveis pelo DGAA e pelo CIMED. Quem não tiver uma tecnologia adequada para receber as chamadas por vídeo receberá ligações telefônicas normais.

“O mundo está se transformando com essa pandemia, inclusive no campo digital. Com a adoção do home office, teletrabalho, teleatendimento, aulas online, conferências e reuniões virtuais, mesclando ferramentas já conhecidas com as que ainda estamos descobrindo, conseguiremos minimizar os impactos, usando com sabedoria a tecnologia a favor do hospital e do paciente”, destaca Raquel Franco Zambom, gerente de Sistemas do CIMED.

Lucas Frederico Arantes, gerente técnico do DGAA, relata que a área do telemonitoramento já tem sido estudada há muito tempo e o momento de pandemia serviu para implantar esta prática no HCFMB. “Esse foi um momento importante para colocar o processo em prática de forma responsável e integrada em relação a todos os envolvidos. Ele abre portas para outros tipos de demandas e serviços como o teleacolhimento, com algumas iniciativas na instituição, tele triagem e tele consulta, além da ampliação da tele educação, área em que já trabalhamos há anos”, diz.

Suzana Erico Tanni reforça que não serão feitas condutas médicas no telemonitoramento, mas quando o paciente vier para a consulta agendada. Por isso, é importante que os pacientes mantenham atualizados seus cadastros junto ao Setor de Agendamento para receberem as informações por SMS de como realizar os procedimentos. “Estamos trabalhando de forma adaptativa na condição de melhor assistir nossos pacientes, reduzindo os riscos de infecção pela COVD-19”, conclui.