17 março 2026
Estudo da Unesp convida pacientes de todo o país para questionário anônimo e busca entender como a cannabis vem sendo utilizada no tratamento de transtornos de ansiedade

Uma pesquisa conduzida pela professora Débora Gomes Medeiros, da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp), está investigando como ocorre o uso terapêutico de produtos à base de cannabis no tratamento de transtornos de ansiedade no Brasil.
O estudo é realizado em parceria com a pesquisadora Heloísa Scattone, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e convida pessoas de todo o país que utilizam essa terapêutica a participarem de um questionário online, anônimo, com duração média de 20 minutos.
Os transtornos de ansiedade estão entre os mais frequentes na população brasileira e estão associados a alta demanda por serviços de saúde. Apesar dos tratamentos tradicionais, como medicamentos e terapias psicológicas, parte dos pacientes ainda apresenta sintomas persistentes.
Nesse contexto, o uso terapêutico da cannabis tem ganhado espaço no meio científico. Embora ainda não esteja entre as indicações formais dos principais protocolos clínicos, estudos recentes apontam resultados promissores em determinados casos.
A pesquisa busca entender como esse tratamento vem sendo utilizado no país, incluindo as motivações para o início do uso, as formas de acesso aos produtos — como prescrição médica, associações ou importação — e a percepção dos pacientes sobre os efeitos terapêuticos.
Segundo a pesquisadora, o objetivo é compreender o perfil dos usuários e suas experiências ao longo do tratamento, além de identificar os tipos de produtos mais utilizados, possíveis mudanças no uso de outros medicamentos e a avaliação dos sintomas de ansiedade e bem-estar.
A expectativa é que os dados contribuam para ampliar o conhecimento científico e apoiar futuras pesquisas clínicas sobre o tema no Brasil.
Quem pode participar
Podem participar pessoas com 18 anos ou mais que estejam em tratamento para transtornos de ansiedade com uso terapêutico de cannabis, utilizando produtos disponíveis em farmácias. A participação é voluntária e as respostas são anônimas.
Fonte: FMB/Unesp
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