Estudo desenvolve aplicativo que prevê tempo em lista de espera para realização de transplante renal

Saúde
Estudo desenvolve aplicativo que prevê tempo em lista de espera para realização de transplante renal 14 junho 2021

O Serviço de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB) participou de uma iniciativa pioneira, que permitirá prever o tempo que o paciente ficará em lista de espera para realizar um transplante renal.

Atualmente, esta estimativa é muito difícil de ser feita, já que a lista de espera da Central de Transplantes do Estado para transplante renal obedece ao critério de compatibilidade, e não a ordem de inscrição.

A compatibilidade para o transplante renal significa que os órgãos do doador passaram por exames e análise genética completa. Após estes resultados, são realizadas análises comparativas com todos os pacientes que estão na fila.

Os mais compatíveis ganham mais pontos. O tempo de espera e condições médicas como diabetes, por exemplo, são fatores determinantes para garantir maior pontuação. Cada vez que um rim é doado, um novo ranking é gerado.

Projeto de Pesquisa

Em um trabalho envolvendo o Serviço de Transplante Renal do HCFMB, a Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB|Unesp) e outros Hospitais brasileiros foi desenvolvido um modelo capaz de predizer o tempo em lista para transplante renal.

“Por um aplicativo que tem com base as informações disponíveis no momento da inscrição, conseguiremos estimar em qualquer período o tempo de espera – como por exemplo 24, 36, 48 meses. Esta informação é importante para o paciente e para o médico, que pode ajustar sua programação de tratamento frente a esta estimativa”, explica Dr. Luis Gustavo Modelli de Andrade, Coordenador do Serviço de Transplante Renal do HCFMB.

O desenvolvimento deste modelo levou em consideração a Base de Dados da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo (SES) dos últimos 17 anos, com utilização de técnicas de machinelearning, que é a elaboração de algorítimos que respondam automaticamente aos dados sem a necessidade de intervenção humana contínua.

“O benefício se estende a todas as equipes de transplante do Estado de São Paulo, para o qual o modelo é válido”, frisa Dr. Luis Gustavo.

Por se tratar de um projeto de pesquisa, não há uma previsão de implantação do modelo no HCFMB. O estudo já foi publicado na revista PlosOne: Sapiertein Silva JF. PLoSOne. 2021 May 20;16(5):e0252069.

Conheça o Aplicativo pelo link: https://transplantmodels.shinyapps.io/time_list_in_tx/

Participantes

Médicos envolvidos no Projeto:

Luis Gustavo Modelli de Andrade (HCFMB)

Hong Si Nga (HCFMB)

Marcelo Perosa (Hospital Lefort)

Gustavo Ferreira (Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora)

Alunos do Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia em Clínica Médica da FMB:

Juliana Feiman Sapiertein Silva

Pedro Ramos Florindo

Alunos de Graduação da FMB:

Pedro Guilherme C. Hannun

Pedro Henrique D. V. Affonso

Durval Matheus Maurino

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